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Paulo Cézar Caju: 'Brasil joga por um erro. Não me dá prazer de ver esse time'

Para o ex-jogador, tricampeão mundial em 1970, escola vigente na seleção brasileira é defensiva e não empolga. "Não tem o mínimo de tesão, o mínimo de prazer"
por Redação RBA publicado 02/07/2018 17h50, última modificação 02/07/2018 18h17
Para o ex-jogador, tricampeão mundial em 1970, escola vigente na seleção brasileira é defensiva e não empolga. "Não tem o mínimo de tesão, o mínimo de prazer"
reprodução/youtube
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'Queria ver o Brasil driblando, jogando coletivamente. Não se retraindo'

São Paulo – O jogador tricampeão em 1970 Paulo Cézar Caju disse hoje, em entrevista para a Rádio Brasil Atual, que não gosta do estilo do futebol que a seleção brasileira vem mostrando. Ele fez críticas ao futebol dos últimos anos e disse que sua seleção favorita para levar o título é a Bélgica, que sofreu para se classificar hoje (2) às quartas de final, contra o Japão. A partida terminou com uma virada dos europeus, que fizeram 3 a 2 no último minuto.

Agora, a Bélgica encara o Brasil na sexta-feira, às 15h, pelas quartas. Mesmo com o Brasil invicto, Caju diz que time não empolga. "Não gosto da escola do futebol brasileiro faz 20 anos. Não tem o mínimo de tesão, o mínimo de prazer", disse, entrevistado por Glauco Faria. "O estilo do Brasil é jogar por um erro. Não quero isso, estou de saco cheio disso. Pega os times do Rio de Janeiro dentro do Brasileirão. Vários já caíram por causa dessa escola", completou.

"Queria ver o Brasil driblando, jogando coletivamente. Não se retraindo. O trabalho do William é uma brincadeira. É o que o professor quer. Vá tomar banho", disse o ex-jogador ao criticar o posicionamento do atacante do Chelsea, que joga adiantado, quase como um ponta-direita, mas recua para marcar. Caju classifica o futebol do Brasil e de outras seleções como um jogo "de operários". "William sabe jogar bola, mas a função dele é voltada a combater e voltar", disse.

"É angustiante (ver o Brasil jogar). Contra a Costa Rica foi angustiante. Não é isso que quero ver. Aí pega um time como a Bélgica, que joga limpo, organizado, que já está junto na terceira Copa com a mesma base e tem um bom time, boa equipe e bom treinador. Um time rápido e leve. A própria França tem um potencial que não sabe usar. Tem um monte de jogadores talentosos, mas é conservadora, não tem coragem. Nosso treinador faz a mesma coisa", acrescentou o ex-jogador.

Ele vê um paralelo entre treinadores do Sul do Brasil na criação e formação do atual estilo da seleção. "Essa escola de futebol do Sul tem Mano Menezes, Felipão, Dunga, Parreira e Tite, que é amado em São Paulo. O Brasil sempre vai ter individualidades como tem o Neymar, Philippe Coutinho, como o Marcelo que foi barrado por medo do treinador. Ele não é marcador e sim atacante", opina, defendendo que o lateral-esquerdo do Brasil, contundido na última partida, contra a Sérvia, tivesse entrado contra o México. 

Ouça a entrevista completa: