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Expulsões à vista. Saiba quem são os 'bad boys' da Copa da Rússia

Destaques do anti-jogo em outros mundiais, jogadores como Sérgio Ramos, Pepe e Luis Suárez terão, entre outros, a companhia do brasileiro Fagner na lista de jogadores polêmicos do torneio
por Felipe Mascari, da RBA publicado 09/06/2018 11h11, última modificação 13/06/2018 12h11
Destaques do anti-jogo em outros mundiais, jogadores como Sérgio Ramos, Pepe e Luis Suárez terão, entre outros, a companhia do brasileiro Fagner na lista de jogadores polêmicos do torneio
Jason Bagley/FLICKR CC
cartão vermelho

Copa da Alemanha, em 2006, foi a que mais se distribuiu cartões vermelhos: foram 28 em 64 jogos

São Paulo – A maioria dos melhores jogadores do mundo estará na Copa do Mundo da Rússia, que começa na próxima quinta-feira (14). Mas alguns atletas são conhecidos também por causar problemas dentro de campo, em geral por envolvimento em episódios violentos, estão confirmados. Entre os mais polêmicos da atualidade está o zagueiro espanhol Sérgio Ramos, que cria um pânico aos atacantes rivais por suas marcações nada delicadas, literalmente no corpo a corpo.

O caso mais recente protagonizado pelo defensor foi na final da Champions League deste ano, em maio, disputada entre o Real Madrid e o inglês Liverpool. Em disputa de bola, Ramos prendeu o braço do atacante Mohamed Salah, que disputará o Mundial pelo Egito. Ambos foram ao chão, mas o espanhol caiu sobre o ombro do rival, que sofreu um entorse, deixou a partida antes da metade do primeiro tempo e desfalcará sua seleção ao menos no jogo de estreia da Copa. 

Dias depois, o espanhol foi acusado de, na mesma partida, ter causado uma concussão no goleiro do Liverpool, Loris Karius, após uma cotovelada que o atingiu na cabeça. Como consequência, teve sua atuação prejudicada, chegando a falhar grosseiramente em dois dos três gols que deram o título ao Real.

RFEF.ES Sergio Ramos
Zagueiro espanhol Sérgio Ramos que cria um pânico aos atacantes rivais por suas marcações 'delicadas'

A Espanha tem em seu elenco outro jogador na lista de bad boys do torneio: o atacante Diego Costa. Nascido no Brasil e naturalizado espanhol, o jogador do Atletico de Madrid é provocador, tem pavio curt" oe, apesar dos muitos gols marcados, costuma desfalcar sua equipe pelo excesso de cartões amarelos e vermelhos.

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Destaque em sua seleção, mas igualmente com um histórico de polêmicas, é o zagueiro Pepe, de Portugal – que, assim como Diego Costa, é brasileiro de nascimento. Considerado violento, o jogador já foi expulso em uma Copa do Mundo, a de 2014, na partida em que Portugal fazia sua estreia no torneio disputado no Brasil. Após acertar uma cotovelada no rosto do atacante Müller, da Alemanha, Pepe completou o trabalho com uma cabeçada no rival, ainda no primeiro tempo, quando seu time já perdia por 2 a 0. O jogo terminou em 4 a 0 para os alemães e o destempero do zagueiro rendeu comentários pouco honrosos nas redes sociais. 

CBF fagner
Fagner, do Corinthians, tornou-se uma figura polêmica e ganhou a fama de 'desleal' entre os adversários

O time do Brasil que estará na Rússia também tem seu representante nesta lista de arrumadores de confusão: o lateral-direito Fagner, do Corinthians. Por costumar usar força muito acima da necessária na disputa pela bola, ganhou a fama de desleal entre adversários.

Um dos casos mais emblemáticos de seu temperamento ocorreu durante um jogo pelo Campeonato Brasileiro de 2016, contra o Flamengo. O lateral aplicou uma tesoura contra o meio-campo Ederson, que fez o meio-campista ficar nove meses sem poder jogar até recuperar-se da lesão.

Entre as equipes da América do Sul que levarão um bad boy para a Copa está o Uruguai, que tem o atacante Luis Suárez, do Barcelona. O jogador se envolveu em polêmicas de várias naturezas, mas destacam-se as mordidas com que deixou marcas em dois rivais. Primeiro contra o zagueiro Ivanovic, do Chelsea, em 2013, quando o uruguaio jogava pelo Liverpool, durante partida do Campeonato Inglês. No ano seguinte, na Copa de 2014, deu uma dentada que deixou marcas profundas no ombro do defensor Giorgio Chiellini, da Itália. O ataque rendeu-lhe uma suspensão dos gramados por um ano e nove meses.

Danilo Verpa/Folhapress Luis Suárez
Luiz Suárez ficou marcado pelas mordidas nos adversários, inclusive na Copa do Mundo de 2014

Em outras edições

Quando se fala de expulsão, é difícil não lembrar da cotovelada do lateral brasileiro Leonardo contra Tab Ramos, da seleção dos Estados Unidos, na Copa de 1994, ano em que a Seleção conquistou o tetracampeonato. Outro brasileiro também marcado por uma jogada violenta é o volante Felipe Melo, atualmente no Palmeiras. Na edição de 2010, na África do Sul, o volante deu uma pisada em Arjen Robben, meio-campo da Holanda, adversária nas quartas de final – a seleção brasileira perdeu a partida e foi eliminada. 

O craque francês Zinédine Zidane também tem seu currículo manchado por ter sido esquentadinho durante jogos em um mundial de seleções. A primeira vez foi na Copa da França, em 1998,  ainda na fase de grupos, quando o meia deu um pisão num jogador da Arábia Saudita. A mais marcante ocorreu na finalíssima da Copa de 2006, quando deu uma cabeçada no peito do zagueiro italiano Marco Materazzi, foi expulso, desfalcou seu time e viu a Itália levar o troféu para casa.

Um dos maiores jogadores da história do futebol, o argentino Diego Maradona, que fez carreira não só pelo que jogava, mas pelo comportamento fora dos campos, não escapa desta lista. Em 1982, na Copa da Espanha, em sua estreia em copas, perdeu a cabeça e deu um chute no volante Batista, da seleção brasileira, durante jogo da segunda fase da competição. O hermano foi expulso, e a Argentina perdeu  por 3 a 1.

Antes dele, em 1998, a expulsão de outro argentino, Ariel Ortega, foi uma das responsáveis pela eliminação do time pela Holanda, nas quartas de final, por 2 a 1. O meia deu uma cabeçada no goleiro Van der Saar e levou cartão vermelho direto.

Um lance que não resultou em expulsão marcou a história das copas foi protagonizado pelo volante De Jong, da Holanda, na final da Copa do Mundo de 2010, contra a Espanha. Ele acertou um chute no peito do meia Xabi Alonso, comparado a um golpe da luta marcial Kung Fu. Pouco adiantou: os espanhóis levaram o jogo até a prorrogação, fizeram 1 x 0, com gol de Iniesta, e sagraram-se campeões.

Caetano Barreira/Fotoarena/Folhapress Felipe Melo
Felipe Melo, na edição de 2010, pisou no holandês Arjen Robben e foi expulso

Curiosidades

A seleção brasileira teve jogadores expulsos em oito Copas, sendo a seleção a ter mais edições com expulsões. Além disso, o Brasil é o país com mais cartões vermelhos: foram 11 vezes, em 20 Copas. Em segundo lugar vem a Argentina, com 10, e em terceiro o Uruguai, com 9.

Por outro lado, a seleção camaronesa é a única com uma média de expulsões superior à de participações. Na Copa de 2014, no Brasil, os Leões Indomáveis fizeram sua sétima participação, mas a expulsão de Alex Song, contra a Croácia, foi o oitavo cartão vermelho dos camaroneses.

Em 1986, na Copa do México, o uruguaio José Batista foi o jogador que recebeu o cartão vermelho mais rápido da história do torneio. Ele recebeu o cartão no primeiro minuto de jogo, após dar um carrinho em Gordon Strachan, da Escócia. 

A Copa da Alemanha, em 2006, foi a que mais se distribuiu cartões vermelhos: 28 em 64 jogos. Nesta edição, a partida entre Portugal e Holanda foi a que teve mais jogadores expulsos em um duelo: dois de cada lado (Costa e Deco, do lado português, Boulahrouz e Bronckhorst, do time holandês). Além disso, o juiz distribuiu nada menos que 16 cartões amarelos.