Natalidade

Número de nascimentos em São Paulo mostra tendência de redução

Foram quase 606 mil em 2018, de acordo com a Fundação Seade, ante pouco menos de 700 mil no ano 2000. Pico foi em 1982 (772 mil). Idade média das mães aumentou

Astakhova/iStock
Em 2018, o estado de São Paulo registrou 605.630 nascimentos, metade na região metropolitana da capital

São Paulo –São Paulo teve 605.630 nascidos vivos de mães residentes no estado em 2018, de acordo com os dados do Registro Civil, elaborados pela Fundação Seade, que aponta tendência de redução. Em 1982, “ponto máximo de sua evolução”, como diz o Seade, foram 771.804 nascimentos. A taxa de fecundidade se mantém em torno de 1,7 filho por mulher, mas já chegou a ser de 2,08 entre 2000 e 2010. As mães têm idade média de 28,6 anos, crescimento de quase três anos em duas décadas.

Do ano 2000, quando foram registrados 699.374 nascimentos, até 2018, houve redução de 13,4%. Mas em relação a 2010, houve pequena alta, de 0,68%. Dos nascidos em 2018, 310 mil eram meninos e 295 mil, meninas.

A região metropolitana de São Paulo concentra metade dos nascimentos: 302.919, com queda tanto na comparação com 2000 (-17,53%) como 2010 (-2,30%). Apenas a capital registra 165.246, com retração ainda maior, de 20,35% e 4,95%, respectivamente. A região metropolitana de Campinas responde por 90.151 e a de Sorocaba, por 34.615. Depois vêm São José dos Campos (33.630), Santos (23.968) e São José do Rio Preto (18.224).

De segunda a sexta

“Os nascimentos ocorrem em proporções ligeiramente maiores entre março e maio, ficando abaixo da média nos últimos meses do ano”, diz a fundação. “A distribuição dos nascimentos por dia da semana e períodos do dia revela uma prática já estabelecida e muito relacionada à ocorrência de parto operatório ou natural, evidenciando que os primeiros são realizados preferencialmente de segunda a sexta-feira e durante o dia.”

Além disso, o Seade registra que a gravidez múltipla (gêmeos, trigêmeos etc) tem crescido. Passaram de 13 mil  ocorrências em 2000 para 15,2 mil em 2018, representando 1,9% e 2,5% do total de nascimentos no estado. “Essa tendência de crescimento possivelmente está associada às mudanças de comportamento reprodutivo das mulheres, como o adiamento da maternidade, que por sua vez, pode resultar em necessidade de procedimentos para solucionar dificuldades de reprodução.”

De acordo com a estatística, a idade média das mães em 2018 foi de 28,6 anos e do pai, de 31,7 anos, com o pico ocorrendo por volta de 30 anos em ambos os casos. Segundo o Seade, em 20 anos a idade média das mães aumentou em 2,9 anos. Dos nascimentos registrados no ano passado, 76,5% das mães eram paulistas, 22,2% eram naturais de outros estados (com destaque para baianas, mineiras e pernambucanas) e 1,3%, de outros países, como Bolívia, Haiti e China.

O número de nascimentos varia bastante conforme o porte do município. A capital concentrou 27% do total, com 165.246 registros, seguida de Guarulhos (20.985) e Campinas (15.132). No menor município do estado, Borá, houve apenas 11 nascimentos. Depois da região metropolitana de São Paulo (