Home Cidades Metroviários de São Paulo decidem suspender paralisação
Negociação

Metroviários de São Paulo decidem suspender paralisação

Sindicato e Metrô vão se reunir amanhã, e na quinta-feira haverá nova assembleia. 'Continuamos em estado de greve', informa dirigente
Publicado por Redação RBA
19:33
Compartilhar:   
Sind. Metroviários SP
metroviarios contra a privatizacao.jpeg

Greve de protesto contra terceirização de linhas no ano passado: metroviários querem barrar retrocessos

São Paulo – Em assembleia realizada no início da noite desta segunda-feira (4), os metroviários de São Paulo decidiram suspender a paralisação prevista para começar no dia seguinte. “O Metrô apresentou uma proposta de abrir um processo de negociação”, informou Wagner Fajardo, um dos coordenadores do sindicato da categoria. Foi marcada reunião com a companhia para esta terça, a partir das 10h, e haverá nova assembleia na quinta-feira. “Continuamos em estado de greve”, lembrou o dirigente.

Os metroviários estão em campanha contra tentativas da empresa de retirar direitos, alterar o acordo coletivo e ampliar a terceirização. Segundo o Sindicato dos Metroviários, o acidente ocorrido em 29 de janeiro, com choque de trens na 15-Prata, “expõe as condições de risco que os trabalhadores e a população sofrem nessa linha”. A entidade afirma que “estações foram entregues às pressas e com vários problemas de segurança, sem acabamento e iluminação”.

Eles protestam também contra a demissão do operador de trem Joaquim José. “Funcionário há 33 anos e diversas vezes elogiado pelos serviços prestados, foi demitido por justa causa sem qualquer apuração após agir em um incidente na Linha 1-Azul”, diz o sindicato.

Durante o dia, o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2) promoveu reunião entre o Sindicato dos Metroviários e a Companhia do Metropolitano (Metrô). Como não houve acordo, o desembargador Fernando Álvaro Pinheiro, relator, deu liminar limitando a paralisação.

Pela decisão do juiz, habitual nessa situação, os trabalhadores deveriam manter 80% dos serviços em horários de pico (das 6h às 9h e das 16h às 19h) e 60% dos demais períodos. Em caso de descumprimento da medida, ele fixou multa no valor de R$ 350 mil por dia.

registrado em: ,