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Com 208,5 milhões de habitantes, Brasil só vai parar de crescer em 2047

IBGE estima que pessoas com mais de 65 anos representarão 25,5% do total em 2060. Hoje, são apenas 9,2%
Publicado por Redação RBA
16:25
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Agência Brasil
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Segundo o IBGE, país tem atualmente 106,5 milhões de mulheres e 102 milhões de homens

 São Paulo – Com 208,5 milhões de habitantes neste ano, o Brasil só deverá registar uma curva descendente a partir de 2047, quando terá 233,2 milhões, segundo projeções do IBGE divulgadas nesta quarta-feira (25). A taxa de fecundidade, que já vem caindo e hoje é de 1,77 filho por mulher, deverá ser de 1,66 em 2060. Naquele ano, mais de um quarto da população (25,5%) terá mais de 65 anos, com maior presença no Sul e no Sudeste. Atualmente, esse grupo etário é de apenas 9,2%.

Do total estimado para este ano, as mulheres somam 106,5 milhões e os homens, 102 milhões. Em 2010, eram 95,5 milhões e 99,4 milhões, respectivamente. Mas a população masculina cresceu mais nesse período: 10,7%, ante 7,2% das mulheres.

De acordo com o instituto, a partir de 2047 a população passará a cair gradualmente, chegando a 228,3 milhões em 2060, retornando ao total previsto para 2034. Mas em algumas unidades da federação essa queda começará bem antes. Casos, por exemplo, do Piauí (2032), da Bahia (2035) e do Rio Grande do Sul (2036). Em outras, a queda virá bem depois: estima-se que apenas em 2065 começará a cair a população de Acre, Amapá, Amazonas, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina.

A taxa de fecundidade, que se reduzirá para 1,66 filho por mulher em 2060, deverá varias de 1,50 (Distrito Federal) a 1,95 (Roraima). A idade média em que as mulheres têm filhos passará de 27,2 anos, em 2018, para 28,8 anos. Segundo o IBGE, “o envelhecimento do padrão da fecundidade é determinado pelo aumento na quantidade de mulheres que engravidam entre 30 e 39 anos e pela redução da participação de mulheres entre 15 e 24 anos na fecundidade em todas as grandes regiões do país”.

Em relação à esperança de vida ao nascer, Santa Catarina, que hoje lidera com 79,7 anos, chegará a 84,5 anos em 2060. Hoje, a menor taxa é do Maranhão (71,1 anos), mas esse “posto” deverá ser ocupado pelo Piauí (77 anos).