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Governo de SP fará internação involuntária de dependentes químicos

por Sarah Fernandes, da RBA publicado 03/01/2013 17h39, última modificação 03/01/2013 18h29

Governo criará plantões médicos em Cratod para atendimento de emergência (Foto: Gerardo Lazzari)

São Paulo – O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), anunciou hoje (3) que irá implementar nos próximos dias um sistema de internação involuntária de dependentes químicos no estado. A ação será realizada por meio de uma parceria entre o Tribunal de Justiça, o Ministério Público e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

A ideia é que, após receber o primeiro atendimento, o dependente químico seja avaliado por médicos, que oferecerão o tratamento adequado. Caso ele recuse, o juiz poderá determinar sua internação imediata, desde que os médicos atestem que a pessoa não tem domínio sobre sua condição física. A medida sempre será tomada com a família. 

O governo irá criar plantões no Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod) para atender às emergências. “Temos consciência do problema, que já melhorou muito. Estamos reduzindo o número [de dependentes nas ruas] e vamos continuar, de um lado com as equipes de abordagem, e de outro, a internação, agora com juiz, promotor e advogados para os casos mais graves”, disse o governador.

O secretário de Desenvolvimento Social, Rodrigo Garcia, afirmou que o governo já iniciou uma parceria com a associação de ajuda humanitária Missão Belém para realizar a ação. “A Missão Belém, durante o mês de dezembro, começou um trabalho de abordagem e convencimento para internação voluntária das pessoas. Foram cerca de 300 pessoas que já aceitaram até agora.”

Desde janeiro de 2012, a Operação Centro Legal, responsável pelas ações, realizou mais de 150 mil abordagens sociais e de saúde, que resultaram na internação voluntária de 1.363 dependentes químicos e mais de 13 mil encaminhamentos para abrigos e albergues, de acordo com o governo do estado.