Solidariedade e protesto

Ação solidária em periferias de 11 cidades vende botijão de gás a R$ 40

Ato promovido pela Central de Movimentos Populares e Federação Única dos Petroleiros inclui doações de cestas de alimentos e kits de higiene e limpeza às famílias

FUP/Divulgação
Ação "presta solidariedade de classe e promove luta popular para denunciar a situação de miséria e abandono em que se encontra o povo brasileiro", diz Raimundo Bomfim

São Paulo – A Central de Movimentos Populares (CMP) e a Federação Única dos Petroleiros (FUP) promovem nesta quinta-feira (29), a partir das 14h, uma ação solidária em bairros periféricos de 11 cidades brasileiras com a venda de botijão de gás de cozinha por cerca de R$ 40. Um ato também de protesto diante da alta nos preços do botijão que, em algumas regiões, chega a custar R$ 120. O equivalente a 12% do salário mínimo (R$ 1.100).

A ação ocorre de forma simultânea em São Paulo, Brasília, Manaus, Fortaleza, Salvador, Belém, Rio de Janeiro, Palmas e Porto Velho. Em Ipatinga, Minas Gerais, e Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco, também foram convocados os atos. Além da venda do produto, os movimentos irão distribuir cestas básicas de alimentos, verduras, legumes, máscaras de proteção e kits de higiene e limpeza. 

O aumento do valor do gás de cozinha, de acordo com as entidades, é resultado de uma política de preços equivocada e também do desmonte da Petrobras colocado em prática pelo atual governo. Os petroleiros lembram ainda que a privatização ameaça a soberania nacional, a criação de empregos e o desenvolvimento do país. 

Fora Bolsonaro

À Rádio Brasil Atual, o coordenador nacional da CMP, Raimundo Bomfim, destaca que a ação desta quinta se coloca na defesa do direito à alimentação, do auxílio emergencial no valor de R$ 600 até o fim da pandemia, da “Vacina já” e pelo “Fora Bolsonaro”. “É para que possamos voltar a ter condições de trabalho, de crescimento econômico, distribuição de renda e inclusão social no nosso país”, afirma. 

Na iminência de o Brasil ultrapassar os 400 mil mortos pela covid-19, o ato conjunto contesta a “política negacionista e genocida” do governo federal. “É uma ação solidária de diálogo com o povo e com a classe trabalhadora nas periferias. E que ao mesmo tempo presta solidariedade de classe e promove a luta popular para denunciar a situação de miséria e abandono em que se encontra o povo brasileiro”, explica Bomfim. 

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