DIA DE LUTA

Mulheres preparam atos virtuais e debates para o 8 de março

Manifestações serão realizadas pela vida das mulheres, vacina para todos e o impeachment de Bolsonaro

Reprodução / Mídia Ninja
Em manifesto, mulheres reivindicam retomada do auxílio emergencial, fim do teto de gastos e créditos para agricultores familiares

São Paulo – O impacto da crise sanitária, econômica e política sobre as mulheres será tema de debates e atos virtuais no Dia Internacional da Mulher, na próxima segunda-feira, 8 de março. Sem a possibilidade de reivindicar suas demandas nas ruas por conta da pandemia de covid-19, atividades já estão programadas nas redes sociais.

Neste próximo sábado (6), em Minas Gerais, um festival cultural online reúne mais de 20 apresentações. Já no dia 8, atos simbólicos com intervenções de mulheres de diversas cidades mineiras serão transmitidos via Facebook e Instagram

No 8 de março deste ano, as mulheres usam como lema dos atos a frase “Pela vida das mulheres! Vacina para todos com impeachment já!”. Além da vacina e do impeachment de Jair Bolsonaro, elas reivindicam o pagamento imediato do auxílio emergencial.

Hoje (5), às 19 horas, com o tema “Mulheres Negras Contra a Violência Política”, o PT realizará um debate virtual que contará com a participação das vereadoras Ana Lúcia Martins (Joinville-SC), Carol Dartora (Curitiba-PR) e Dandara Tonantzin (Uberlândia-MG). “Vivemos hoje um movimento irreversível: a presença de mulheres negras na política. Há muitos anos estamos construindo isso. Muitas mulheres negras vieram antes de nós, abrindo caminho para que pudéssemos estar aqui hoje”, disse Dandara.

Manifesto de luta

No último dia 1º, movimentos populares e entidades da sociedade civil divulgaram um manifesto que reúne as principais bandeiras de luta do Dia Internacional da Mulher em 2021. O texto inclui pautas econômicas, como a revogação da Emenda Constitucional 95 (do “teto de gastos”), a retomada do auxílio emergencial com valor de R$ 600 até o fim da pandemia e a derrubada dos vetos ao Projeto de Lei (PL) 735 e crédito emergencial para a agricultura familiar.

No manifesto, as mulheres mencionam o aumento da jornada de trabalho, da violência doméstica e da dependência econômica das mulheres durante a pandemia. Por isso, pedem a compra imediata de vacinas contra a covid-19 para toda a população e enfatizam a importância de defender o Sistema Único de Saúde (SUS).

” A política econômica ultra neoliberal de Bolsonaro e Paulo Guedes (ministro da Economia) coloca o lucro acima da vida: bancos e empresários lucram enquanto as mulheres, o povo pobre, negro e periférico são quem mais morre”, diz o texto. 

Ao Brasil de Fato, Bernadete Esperança, da coordenação nacional da Marcha Mundial das Mulheres (MMM), afirma que, devido à pandemia e sem vacinas para todos, não é o momento de promover aglomerações. Por isso, a maior parte das atividades serão virtuais, com “alguns atos simbólicos pelo Brasil, com número pequeno de pessoas, mas que possam levar nossa mensagem com toda segurança, diminuindo os riscos de contaminação.”

*Com informações do Brasil de Fato


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