Execução

Dilma cobra apuração sobre assassinato de líder sem-terra no Paraná

Integrante da direção estadual do movimento, Ênio Pasqualin foi retirado de casa no sábado. Seu corpo foi encontrado na manhã seguinte

Reprodução
Dirigente estadual do MST, Ênio completou 48 anos no dia 15. Tinha três filhos

São Paulo – A ex-presidenta Dilma Rousseff somou-se aos que cobram esclarecimentos sobre o assassinato de Ênio Pasqualin, líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Paraná. “Foi sequestrado e assassinado neste fim de semana. Justamente por lutar pelo direito do povo à dignidade de arrancar da terra seu sustento e construir um país melhor”, escreveu Dilma em rede social. “As autoridades têm o dever de esclarecer a morte deste bravo guerreiro e de punir os assassinos.”

Casado, com duas filhas e um filho, Ênio completou 48 anos no último dia 15. Segundo o MST, ele foi retirado à força na noite de sábado (24). Seu corpo foi encontrado na manhã do domingo nas proximidades do assentamento onde residia com a família, “com claras evidências de execução”. O Assentamento Ireno Alves dos Santos fica no município de Rio Bonito do Iguaçu, na regi]ão centro-oeste do estado. Ele estava lá desde 1996.

Crime não pode ficar impune

“Tiraram a vida de um pai, de um marido, deixando suas duas filhas, o filho e a esposa com uma dor inexplicável”, afirma o MST, ao repudiar o assassinato. “Ênio Pasqualin sempre foi um camponês aguerrido na luta. Cobramos o esclarecimento dos fatos, a investigação e prisão dos envolvidos.” Militante desde 1996, ele foi coordenador de base e tornou-se dirigente estadual do movimento. 

O líder sem-terra também presidiu a Central de Associações Comunitárias do Assentamento Ireno Alves dos Santos (Cacia). Em nota, a direção do PT afirmou que o episódio “não pode se tornar mais um crime impune na escalada de violência contra os movimentos sociais. E contra todos que defendem os interesses do povo brasileiro”.