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Dossiê clandestino do Ministério da Justiça acende debate sobre censura e monitoramento

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Pixabay

São Paulo – O Ministério da Justiça de Jair Bolsonaro produziu às sombras da lei um dossiê com 579 nomes do “movimento antifascismo”. A ação aponta nomes e, em alguns casos, fotos e endereços das redes sociais de servidores federais e estaduais de segurança, além de acadêmicos. Todos críticos ao governo de Jair Bolsonaro. A ação reacendeu o debate sobre polícia política e uma possível recriação Serviço Nacional de Informações (SNI), órgão do governo criado durante a ditadura civil-militar brasileira. A pedido da Rede, o STF irá analisar em plenário, no próximo 19 de agosto, a constitucionalidade da ação. Confira dicas de livros sobre autoritarismo e ditadura.

Ditadura, o que Resta da Transição, de Milton Pinheiro (org.)

Esta coletânea enfrenta o desafio de reinterpretar uma história em que vários aspectos estão ainda por decifrar, desde o contexto por trás do golpe até a campanha pelas Diretas Já. Com ensaios inéditos, o livro traça um rico panorama das continuidades e rupturas na história contemporânea brasileira.

A Ditadura é Assim, de Equipo Plantel (selo Boitatá)

O propósito deste livro é mostrar o funcionamento e os perigos da ditadura partindo de exemplos simples, a fim de que as crianças compreendam os problemas existentes em um sistema político que privilegia uma única corrente de pensamento em detrimento das outras.

Alguém Disse Totalitarismo?, de Slavoj Žižek

Nesta obra, Slavoj Žižek enfrenta o famigerado e pouco palatável tema do totalitarismo. Evitando ao mesmo tempo o polemismo barato e o detalhamento repetitivo, o filósofo esloveno envolve sua análise nos mais candentes impasses ideológicos do presente.

Estado de Exceção, de Giorgio Agamben

Em Estado de Exceção, obra da coleção Estado de Sítio, o filósofo italiano Giorgio Agamben estuda a contraditória figura dos momentos antes ‘extraordinários’ – de emergência, sítio, guerras – onde o Estado usa de dispositivos legais justamente para suprimir os limites da sua atuação, a própria legalidade e os direitos dos cidadãos. Segundo o autor, ‘o estado de exceção apresenta-se como a forma legal daquilo que não pode ter forma legal’.

Poder e Desaparecimento: Os Campos de Concentração na Argentina, de Pilar Calveiro

Poder e Desaparecimento é uma lúcida e profunda reflexão sobre os campos de extermínio criados na ditadura militar argentina. Combinando a autoridade de quem esteve presa e sobreviveu aos campos e o rigor crítico de uma cientista política, Pilar Calveiro faz uma análise da política, das dinâmicas de poder, nas experiências do dia a dia nos campos, mas também de maneira mais ampla, no horror do regime autoritário.

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