Pacto social

Lideranças empresariais lançam manifesto em defesa da vida e da democracia

Carta aberta é assinada por organizações, como o Instituto Ethos, que se unem pelo enfrentamento das crises sanitária, econômica e política que se abate sobre o país

Mídia Ninja/Reprodução
"O compromisso é com uma democracia, uma sociedade, uma livre economia e um projeto de país que reduza as desigualdades", destaca trecho da carta

São Paulo – Organizações lançaram carta aberta contra a “polarização” entre os democratas e em defesa da vida e da democracia no Brasil. A iniciativa é liderada pela Instituto Ethos, o Instituto Capitalismo Consciente Brasil, a plataforma Liderança com Valores, Sistema B Brasil e Plataforma de Investimento Social Gife. E é voltada para adesão dos executivos e executivas, e empresários e empresárias. 

“O que significa que é uma carta em que as pessoas assumem seus compromissos”, explica o diretor- presidente do Instituto Ethos, Caio Magri, em entrevista à jornalista Marilu Cabañas, da Rádio Brasil Atual. “A gente espera que com esse compromisso elas possam participar de forma ativa na construção de um caminho para superação da tripla crise: econômica, sanitária e política”, acrescenta. 

A carta é inédita entre a classe empresarial, principalmente neste momento em que parte do setor pressiona pela reabertura da economia diante do crescimento da pandemia. Já são quase 868 mil casos confirmados da covid-19, e 43.332 vidas perdidas. O presidente do Ethos destaca a importância de defender “de maneira forte e clara a democracia, as instituições, a República e a vida. É a questão fundamental que está abraçando todo esse processo”. 

Um trecho do manifesto reforça que “o compromisso é com uma democracia, uma sociedade, uma livre economia e um projeto de país que reduza as desigualdades, erradique a pobreza e preserve o meio ambiente; um país em que possamos nos reconhecer e nos unir como nação”.

“O Brasil vai se transformar no campeão de mortes. São Paulo vai se transformar na cidade campeã de mortos no mundo. E, provavelmente, uma referência que vai ser maior até que alguns países. (Isso) pela irresponsabilidade da forma como as políticas públicas estão lidando com essa situação”, afirma Magri. 

A carta está aberta para adesão do meio corporativo e pode ser acessada, clicando aqui.