Campanha destina vale-alimentação a famílias em três capitais e no DF

Primeira ação humanitária da Oxfam no país assegura assistência por 4 meses, para que as famílias em situação de vulnerabilidade possam enfrentar a pandemia

Rovena Rosa / Abr
Morador de rua em São Paulo: Oxfam considera que o Brasil está enfrentando uma de suas piores crises sanitárias e socioeconômicas das últimas décadas

São Paulo – Frente à crise sanitária imposta pela covid-19, a Oxfam Brasil anunciou que vai realizar sua primeira ação humanitária no país. A organização pretende assistir mil famílias que se encontram em situação de vulnerabilidade em Recife, São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal. As famílias receberão vales-alimentação durante quatro meses, para que possam se manter e estruturar suas vidas.

Os cartões terão valores que variam de R$ 259 a R$ 320 – 60% do valor de uma cesta básica no mês de março, segundo cálculo do Dieese,, para cada um dos estados. A entidade, que atua no combate às desigualdades em 60 países, considera que o Brasil está enfrentando uma de suas piores crises sanitárias e socioeconômicas das últimas décadas e recolhe doações para consolidar o projeto.

Experiência global

“A pandemia de coronavírus está provocando milhares de mortes, afetando a vida de milhões de pessoas e sobrecarregando o sistema de saúde do país. As desigualdades brasileiras foram escancaradas com a crise da covid-19, tornando a vida dos mais pobres ainda mais difícil”, diz a organização em nota.

“Vamos usar essa experiência global para ajudar as pessoas mais vulneráveis no Brasil. Contamos com o apoio da sociedade do nosso país nessa empreitada para proteger e oferecer maior dignidade às pessoas em situação de vulnerabilidade”, afirma ainda a Oxfam.

“Iniciaremos uma campanha de doação, em nossos canais nas redes sociais e em nosso site, para que as pessoas possam exercer a solidariedade necessária para impedir que milhares de famílias sejam empurradas a fome.  Nosso objetivo é chegar a mil famílias e R$ 1,2 milhão em doações em 100 dias”, destaca.


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