Metrô paulista

Linha 15-Prata fica paralisada após estouro de pneus e várias falhas

Na quinta-feira cinco pneus de um trem do monotrilho da linha 15-Prata estouraram. Ontem, trens entraram em rota de colisão

TVT/Reprodução
Monotrilho da linha 15-Prata acumula falhas e nos últimos dias teve até estouro de pneus e fechamento

São Paulo – A Linha 15-Prata do Metrô de São Paulo (Vila Prudente/São Mateus) está paralisada durante todo este final de semana. Oficialmente, o governo de João Doria (PSDB) diz que o trecho está passando por testes do sistema de controle automático de trens – CBTC, na sigla em inglês. Mas os metroviários denunciam que o motivo foi uma sequência de falhas nos últimos dias, dentre as quais duas consideradas graves: um estouro de cinco pneus da composição M20, na estação Jardim Planalto, as 6h40 da última quinta-feira (27); e uma rota de colisão entre um trem saído do pátio e outro que deixava a estação Oratório na manhã de ontem (28).

O impacto foi tão forte que abriu os compartimentos internos do vagão. Segundo um trabalhador que pediu para não ser identificado, foi a própria Bombardier, fabricante dos trens, que solicitou o fechamento do monotrilho para avaliar as consequências dos incidentes. Segundo o operador, todos os trens seriam recolhidos ao final da operação de ontem, para inspeção dos pneus. Após o incidente, a linha ficou em operação com velocidade reduzida por dois dias.

O monotrilho da Linha 15-Prata acumula falhas desde o início da operação, muitas delas graves. Em 29 de janeiro do ano passado, as composições M22 e M23 se chocaram na estação Jardim Planalto e o acidente não foi pior porque operador percebeu a falha no sistema automático e acionou o freio de emergência. À época, avaliou-se problemas no CBTC, sistema adquirido por um R$ 1 bilhão pelo governo paulista, mas que ainda apresenta muitas falhas e inconsistências.

Em outubro de 2016, um trem da Linha 15-Prata deixou a plataforma com todas as portas abertas, colocando em risco a vida dos passageiros, já que o monotrilho circula a uma altura média de 15 metros, sobre pilastras. Pouco antes, duas mulheres quase ficaram presas entre as portas da plataforma e da composição, ao tentar ingressar no vagão quando as entradas reabriram.