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Movimentos sociais e sindical se unem para denunciar e resistir a ataques de Bolsonaro

Em evento do Coletivo Transforma MP, representantes falaram em unificação de pautas populares para enfrentar os retrocessos do governo
Publicado por Clara Assunção
09:39
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TVT/Reprodução

Encontro do Coletivo Transforma MP contou com a presença de representantes da UNE. do MTST e da Marcha das Mulheres Negras de SP

São Paulo – Apesar de atuar sob bandeiras distintas, movimentos sociais e sindical querem unir forças para enfrentar os retrocessos impostos pelo governo Bolsonaro. A resolução foi discutida durante o 4º Encontro Nacional do Coletivo Transforma MP, realizado na sexta-feira (22), em São Paulo. O evento reuniu representantes dos movimentos estudantis, de moradia, pelos direitos das mulheres, da classe trabalhadora, além do ministérios públicos Federal e do Trabalho, para um debate sobre a situação política do país e a forma como o MP pode atuar com a sociedade.

“Escutar suas dificuldades, seus anseios e assim poder efetivamente atuar em favor (da sociedade) é muito importante, é hoje uma estratégia essencial para o regime democrático”, destacou a procuradora do Ministério Público do Paraná Mônica Louise de Azevedo, integrante do coletivo. Durante o encontro, os movimentos populares aproveitaram para denunciar os ataques de Bolsonaro com o objetivo de aniquilar as organizações sociais.

Também foi enfatizada a necessidade de ampliar a rede de proteção às parcelas mais vulneráveis da população, caso sobretudo da mulher negra. “Quando temos todos esses desmontes, da Previdência, dos direitos trabalhistas, esse aumento significativo, que a gente precisa olhar, do genocídio da população negra, que vêm de diversas maneiras, com sucateamento da educação e da saúde, tudo isso primeiramente esbarra nas mulheres negras”, ressaltou a integrante da Marcha das Mulheres Negras de São Paulo Andréia Alves.

Outro alvo do governo Bolsonaro, os sindicatos também têm buscado novas formas de defender a classe trabalhadora, como a criação de um coletivo jurídico para fazer a luta nesse campo. Mas o presidente da CUT-SP, Douglas Izzo,  em entrevista à repórter Dayane Ponte, do Seu Jornal, da TVT, ressaltou que prioritária nesse momento é a articulação política das forças progressistas. “Para fazer o combate a todo esse conjunto de medidas autoritárias do governo é importante que todos os setores estejam juntos, organizados e em comunidade para fazer a luta política contra os retrocessos”, alertou Douglas.

Assista à reportagem da TVT