Este sistema não vale!

Grito dos Excluídos amplia vozes de brasileiros que rejeitam Bolsonaro

Neste 7 de setembro, atos tomam país contra medidas promovidas pelo governo Jair Bolsonaro; 25ª edição do Grito tem manifestações confirmadas em centenas de cidade de todos os estados 

Divulgação
Pelo menos 157 cidades, todas as capitais, de todos os estados, participarão do Grito dos Excluídos que, nesta edição, tem como lema 'Este sistema não vale'

São Paulo – Mais de uma centena de cidades brasileiras serão palco de protestos contra o governo Jair Bolsonaro, neste sábado (7),  Dia da Independência. Em sua 25ª edição, o Grito dos Excluídos sairá às ruas sob o lema Este sistema não vale! Lutamos por Justiça, Direitos e Liberdade, para protestar contra o atual quadro de desemprego, desigualdade e desmonte das políticas públicas agravados nos oito meses da gestão do atual mandatário.

Um mapa interativo, criado pela Comissão Justiça e Paz, com apoio da CUT, da coordenação nacional do Grito dos Excluídos e diversas entidades, aponta que 157 cidades, em todas as capitais, e de todos os estados brasileiros, já confirmaram participação no ato.

Entre elas, Salvador, que sai em marcha na Praça do Campo Grande, em frente ao Teatro Castro Alves, a partir das 9h. Belo Horizonte, que inicia a concentração sob o Viaduto Santa Tereza , às 9h. A cidade de Macapá inicia o protesto na Rua Leopoldo Machado, 744, a partir das 15h. Em Brasília, a concentração será no gramado atrás da Rodoviária do Plano Piloto, a partir das 8h e, às 15h, na praça Três Poderes. Santa Catarina realiza o ato em frente à Catedral, às 8h.

Em São Paulo, a partir das 9h, na praça Oswaldo Cruz, próxima à Avenida Paulista, os manifestantes partem em caminhada pela cidade.

O Grito dos Excluídos, manifestação que surgiu na Igreja Católica, é promovido anualmente com apoio de organizações sociais, ambientalistas, partidos de esquerda, movimentos populares do campo e da cidade, movimento estudantil, de mulheres, pastorais sociais e religiosas de diferentes matrizes, e sindicais que, nesta edição, reforçam a luta em defesa dos direitos dos trabalhadores e contra a “reforma” da Previdência.

Os atos serão também em defesa da Amazônia e contra o aumento no número de queimadas relacionadas, por diversos especialistas, ao avanço do desmatamento. A postura do governo Bolsonaro agravou os problemas na região e criou uma crise ambiental internacional.

O Grito dos Excluídos junta-se, ainda, à luta contra os cortes na educação, que serão pautados por outro protesto em todo o país, convocado pela União Nacional dos Estudantes (UNE), com apoiadores saindo às ruas de preto neste dia 7 para simbolizar “luto” diante da atual situação da área, ainda mais prejudicada pelos cortes no orçamento do governo Bolsonaro.

O coordenador nacional da Central de Movimentos Populares, Raimundo Bonfim, chama atenção no Grito dos Excluídos para a prisão de lideranças e ativistas na luta por moradia, que passam pela criminalização dos movimentos sociais. “Não nos faltam motivos para, neste 7 de setembro, tomarmos as ruas e praças e gritarmos contra os cortes de recursos na educação, moradia, saúde, cultura e demais direitos sociais”, destaca Bonfim em artigo.

A CUT disponibiliza uma lista com as informações sobre os atos pelo Brasil. Você pode conferir clicando aqui.

Conheça o mapa interativo do Grito dos Excluídos