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ódio sem fim

Motorista atropela militante do MST no Rio Grande do Norte

Homem está internado e recebe tratamento médico; é o segundo caso de violência contra sem-terra em menos de um mês
Publicado por Felipe Mascari
13:25
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MST

Famílias do acampamento Antônio Batista sofrem com ameaças de despejo desde 2018; local está ocupado há três anos

São Paulo – Um militante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) foi atropelado, nesta quinta-feira (1º) próximo ao acampamento Antônio Batista, localizado entre os municípios do Alto do Rodrigues e Baixo Açu, no Rio Grande do Norte. Segundo o movimento, uma caminhonete Hilux avançou contra o ativista, que estava chegando ao acampamento. O homem, que não teve o nome divulgado, está internado, seu estado de saúde é estável e recebe acompanhamento médico. Ele quebrou a clavícula e teve vários ferimentos no corpo. Um boletim de ocorrência já foi feito  para que o crime seja investigado.

Este é o segundo caso, em menos de um mês, que um militante do MST é vítima de atropelamento. No último dia 18, um idoso foi assassinado, em Valinhos-SP, após um motorista de uma caminhonete atropela-lo em alta velocidade, durante uma manifestação em defesa do fornecimento de água.

“Estas práticas de violência contra o MST são frutos do discurso de ódio promovido pelo governo de Bolsonaro e de seus aliados que criminalizam o movimento e nos veem como inimigos do povo, só porque lutamos por melhores condições de vida e de trabalho”, afirmou Jailma Lopes, membro da Comissão dos Direitos Humanos do MST-RN.

As famílias do acampamento Antônio Batista solicitarão ao governo Fátima Bezerra (PT) para que agilize o funcionamento do Comitê Estadual de Conflitos Agrários para que possa garantir uma retaguarda de segurança para o movimento. “A gente, que luta por terra para produzir alimentos saudáveis para a população, não pode ser criminalizado e morto. Precisamos deste comitê funcionando para garantir que nossa luta não seja crime e que não sejamos mortos, já que a intimidação contra o MST é recorrente”, finalizou Jailma.

*Com informações da CUT

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