Home Cidadania Intervozes: Fake news são parte de um problema criado pelo oligopólio midiático
Mais que manipulação

Intervozes: Fake news são parte de um problema criado pelo oligopólio midiático

Coletivo lança cartilha sobre a onda de desinformação que, na prática, restringe o direito à comunicação
Publicado por Clara Assunção
14:29
Compartilhar:   
Divulgação

Para responsável pela cartilha, Bruno Marinoni, é preciso regulamentação das ferramentas para combater as fake news

São Paulo – O Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social lançou nesta semana a cartilha Desinformação: ameaça ao direito à comunicação muito além das fake news, com intuito de trazer ao debate público diversos temas que perpassam pela propagação de notícias falsas. A publicação, disponível online, se propõe a fornecer subsídios para que a população possa entender o funcionamento da grande máquina de desinformação em funcionamento no mundo, em especial nas redes sociais.

Integrante do Intervozes e responsável pela pesquisa e redação da cartilha, Bruno Marinoni explica, em entrevista à Rádio Brasil Atual, que apesar de tal fenômeno ter se popularizado recentemente sob a forma das fake news, a questão é bem maior. “A cartilha traz as fake news dentro de um sistema maior de desinformação que existe. O que a gente chama de notícia falsa é parte de um problema que inclui todo o modelo de negócio dentro dessas plataformas que concentram poder econômico e político”, explica aos jornalistas Marilu Cabañas e Glauco Faria.

O debate sobre oligopólio da comunicação no Brasil sempre foi travado pelo Intervozes, mas na questão da desinformação Marinoni acrescenta também as grandes corporações globais que operam na internet, como o Facebook. De acordo com ele, é preciso regulamentar as ferramentas para combater as informações falsas, que já se mostram determinantes em regimes democráticos, como foi possível ver nas eleições presidenciais de 2018, em que o Jair Bolsonaro foi eleito presidente em meio a uma enxurrada de desinformação.

“A gente entende que a melhor forma para lidar com isso é ajudar a ampliar a capacidade das pessoas de compreender como funciona o sistema, de intervir nele, de forma democrática, e não cada um por si, mas fazendo um debate público”, acrescenta.

Confira a entrevista