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Democracia é impossível sem liberdade de imprensa, afirma Glenn Greenwald

Jornalista participou da abertura de seminário de Ciências Criminais em São Paulo para falar das contribuições da Vaza Jato para o amadurecimento do debate sobre a política no país
Publicado por Helder Lima, da RBA
08:25
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TVT/Reprodução

O jornalista e editor-chefe do Intercept, Glenn Greenwald, no seminário do IBCCrim, que debate a contribuição das ciências criminais na resistência democrática

São Paulo – Começou ontem (27) o 25º Seminário Internacional de Ciências Criminais, promovido pelo Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCrim). A abertura do evento foi realizada pelo jornalista Glenn Greenwald e teve como um dos temas a liberdade de imprensa. A repórter Dayane Ponte, da TVT, acompanhou a abertura do evento.

A democracia brasileira está em risco. E suspeitas recaem sobre o sistema judiciário. Para muitos juristas, a solução para esse problema está nas próprias ciências jurídicas, em especial, nas ciências criminais. “A gente fala em resistência dos valores democráticos exatamente para que a gente possa pensar no combate à corrupção, no combate à violência, de uma forma que não desrespeite os princípios democráticos e os valores que estão esculpidos na nossa Carta da República, isso é fundamental”, diz Eleonora Rangel Nacif, presidente do IBCCrim.

O seminário é realizado em São Paulo, e recebe juristas de todo o país, para discutir avanços nas ciências criminais. Para isso, o jornalista Glenn Greenwald, do Intercept, foi convidado a falar sobre a liberdade de imprensa. “Sem a liberdade de imprensa, uma democracia é totalmente impossível e a prova disso é o que estamos vivendo com essas revelações que conseguimos mostrar à sociedade brasileira sobre o que é esse grupo de juristas, juízes e procuradores fizeram, porque eles conseguiram usar seu poder nas sombras”, afirmou Glenn ao abrir o evento.

Foram abordados os ataques à imprensa feitos por integrantes do governo, com críticas e ameaças motivadas pela série de revelações do Intercept sobre a operação Lava Jato. Os juristas reconhecem que a liberdade de imprensa é um fator que fortalece a democracia, como aponta o ex-ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. “Onde não há a liberdade de imprensa nós temos o autoritarismo, a ditadura, e infelizmente no Brasil, mentalidades autoritárias hoje querem justamente atacar esse que é um valor maior conquistado pela humanidade”, afirmou. Ele diz ainda que “a Vaza Jato veio para modificar um conjunto de práticas absurdas, autoritárias, violadoras do estado de direito” e que deve ajudar a cancelar condenações injustas.

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