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‘Jornal Brasil Atual’ põe em debate ofensiva do governo contra povos indígenas

Performance que será realizada no Theatro Municipal de São Paulo no domingo denuncia a ofensiva do governo brasileiro sobre os indígenas desde que começaram os ataques à democracia no país

Laila Menezes/Cimi
Indígenas e quilombolas mobilizados em Brasília nesta semana: defesa do acesso à educação

São Paulo – A ofensiva do governo brasileiro sobre os direitos indígenas desde os ataques à democracia com o impeachment da presidente Dilma Rousseff, em 2016, estará em debate na edição da manhã desta sexta-feira (7) do ‘Jornal Brasil Atual’. O fio condutor da discussão será dado pela curadora do Centro Cultural São Paulo Sonia Sobral, que estará no estúdio para falar sobre uma performance com o tema, a ser realizada no Theatro Municipal de São Paulo no domingo (9), às 17h30.

O espetáculo é inspirado em texto do antropólogo e professor do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Eduardo Viveiros de Castro. No texto, com o título de Involuntários da Pátria. Porque outra é a nossa vontade, o professor acusa o governo, que ele chama de “os donos do Brasil”, de preparar uma ofensiva final contra os índios.

O autor faz uma distinção entre índio, indígena e brasileiro. O primeiro é uma categoria genérica criada pelos brancos; o segundo é aquele criado dentro da terra, pertencente à terra e não o contrário; e ser brasileiro significa ser súdito de um estado soberano.

O professor denomina os índios e os negros como ‘Involuntários da Pátria’, porque caiu sobre eles uma pátria que não pediram e que só lhes trouxe humilhação e dor. A performance é conduzida pela atriz Fernanda Silva, que lê a aula pública de Viveiros de Castro. Ela é transexual, pobre e tem origem negra e indígena, uma ‘Involuntária da Pátria’,  razão pela qual foi convidada para o trabalho.

A edição do jornal traz também reportagem sobre o caso da barragem de Mariana. Desde segunda-feira (3), vítimas do rompimento da barragem, que ocorreu em 5 de novembro de 2015, ocupam a sede da Fundação Renova, criada pela mineradora Samarco para reparar os danos da tragédia, que matou 19 pessoas. Cerca de 50 manifestantes participam da ação para lembrar que tem vítimas que ainda não receberam indenizações, ou mesmo não foram reconhecidas como vítimas.

Outra reportagem fala ainda da defesa da reforma agrária do país, por meio do Seminário Terra e Território: Diversidade e Lutas, que começou nesta quinta-feira (6), na Escola Nacional Florestan Fernandes, em Guararema, interior de São Paulo. A atividade reúne mais de 50 organizações do campo, ambientais, gestores públicos, governos estaduais progressistas, acadêmicos e pesquisadores e vai até o próximo sábado (8).

Siga ao vivo a edição desta sexta-feira do Jornal Brasil Atual