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Funcionários do sistema prisional se mobilizam contra privatização do setor

Para entidade, proposta de Doria acabará com postos de trabalho e levará presídios ao caos. “Não é nem Estado mínimo, é Estado zero”, diz presidente de sindicato
Publicado por Clara Assunção
13:31
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Antonio Cruz/ABr

Fábio Jabá explica que, com iniciativa privada, população também pagará mais pelo preso e ressocialização será inviabilizada

São Paulo – O Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo (Sinfuspesp) está mobilizando os servidores da categoria para alertar a população sobre os riscos da privatização dos presídios. Desde que o governador João Doria (PSDB) anunciou a medida, em janeiro, a entidade vem afirmando que entregar o sistema prisional à iniciativa privada aumentará o custo mensal por preso no estado, além de não garantir a ressocialização dos detentos, acabar com postos de trabalho dos servidores e levar ao caos as unidades prisionais.

Ao repórter Cosmo Silva, da Rádio Brasil Atual, o presidente do Sinfuspesp, Fábio César Ferreira, o Fábio Jabá, disse que a medida de Doria desconsidera que o sistema prisional é uma extensão da segurança pública. “A gente está com a seguinte frase: vida e segurança não se negociam”, aponta. “Você vê países como os Estados Unidos, que é o grande exemplo da privatização que não deu certo. Não é à toa que lá tem a maior população carcerária do mundo, inclusive é o primeiro, justamente porque a prisão virou negócio.”

De acordo com Fábio Jabá, a proposta de privatização evidencia o desmonte do Estado e tem como objetivo aumentar a população carcerária e arrecadar ainda mais impostos da população, que pagará mais pelo detento no sistema prisional.  “Não é nem Estado mínimo, é Estado zero”, contesta o sindicalista sobre o caráter liberal da medida.

Para conscientizar a população sobre os riscos da privatização, o Sinfuspesp realiza panfletagem no domingo (9), na Avenida Paulista. A entidade articula ainda a realização de atividades por outras regiões do estado.

Ouça a reportagem da Rádio Brasil Atual