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Os impactos dos cortes de Bolsonaro e o dia em defesa da educação

'Jornal Brasil Atual' traz nesta terça o clima do 15M, quando são esperadas manifestações de estudantes e trabalhadores em todo o Brasil. Movimento é prévia da greve geral em 14 de junho

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Estudantes da Universidade de Brasília (UNB) realizaram assembleia na semana passada para organizar protestos

São Paulo – A edição desta terça-feira (14) do Jornal Brasil Atual terá informações sobre as manifestações desta quarta-feira (15), Dia Nacional em Defesa da Educação em defesa da educação e das universidades públicas, alvo de contingenciamento de verbas pelo governo Jair Bolsonaro (PSL), de protesto contra a reforma da Previdência e de preparação para greve geral convocada pelas centrais sindicais em 14 de junho. Especialistas do setor educacional falam sobre os impactos dos cortes anunciados pelo Ministério da Educação na vida do país.

O diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, comenta nova ofensiva do governo Bolsonaro sobre os direitos e relações do trabalho, agora com ameaças à normas regulamentadoras para a segurança e à saúde nos ambientes de trabalho.

O advogado José Carlos Portela Junior, professor de Processo Penal na UniCuritiba – Centro Universitário Curitiba e integrante do coletivo Advogados e Advogadas Pela Democracia, vai comentar o decreto que amplia a liberação do porte de armas, assinado pelo governo Bolsonaro. Portela fala também sobre a prisão do ex-presidente Michel Temer (MDB), transferido nesta segunda para o Comando de Choque da PM de São Paulo.

Na noite de hoje para amanhã será realizada uma vigília em Brasília contra a reforma da Previdência, por iniciativa de entidades sociais e religiosas, como o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic), que reúne católicos, batistas, anglicanos, presbiterianos, ortodoxos e luteranos, e a Cáritas Brasileira, que trabalha na defesa dos direitos humanos, da segurança alimentar e do desenvolvimento sustentável solidário.

O jornal traz também entrevista com Débora Maria da Silva, criadora do movimento Mães de Maio, contra a violência policial, depois que 564 pessoas foram mortas em maio de 2006, em ação da polícia em represália a ataques do Primeiro Comando da Capital (PCC) à Polícia Militar. Nesta quinta-feira (16), o Mães de Maio lança livro no Largo do São Francisco, centro de São Paulo, com depoimentos de mães resgatando a memória de 26 jovens que foram executados na ação da PM.

O sociólogo Emir Sader fala da resposta da China em relação à guerra comercial com os Estados Unidos, que nesta segunda-feira (13) anunciou que vai impor tarifas sobre mais de 5 mil produtos norte-americanos, depois que o país governado por Donald Trump decidiu adotar tarifas contra o país asiático, na semana passada.

Emir Sader fala ainda sobre a vitória peronista na eleição para governar a província de Córdoba, o segundo maior distrito eleitoral da Argentina, com a reeleição Juan Schiaretti, resultado que representa uma importante derrota política para o presidente Mauricio Macri.

Também na pauta de Emir Sader estará a viagem que o presidente Jair Bolsonaro deve fazer nesta semana aos Estados Unidos. Ativistas brasileiros e norte-americanos que representam índios, LGBT, negros e mulheres programam protestos contra Bolsonaro na perspectiva de que cancele uma viagem de dois dias a Dallas, onde está programada a concessão de uma homenagem ao presidente.

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