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Anistia Internacional: Bolsonaro é ameaça aos direitos humanos no Brasil

Presidente brasileiro é o primeiro a recusar reunião com a entidade

José Cruz/Agência Brasil
Segundo Jurema Werneck, Anistia deve se reunir com secretários do Ministério dos Direitos Humanos.

São Paulo – A Anistia Internacional lançou a campanha “Brasil Para Todos”, nesta terça-feira (21), para denunciar uma série de medidas do governo Bolsonaro que ameaçam os direitos humanos, como a flexibilização do porte de armas, políticas relacionadas às comunidades indígenas e o controle das ONGs. Uma delegação da entidade solicitou uma reunião com Bolsonaro para entregar a ele uma carta sobre o respeito aos direitos humanos no Brasil. Entretanto, o presidente brasileiro não atendeu o pedido do encontro. “A gente tem feito isso há décadas, mas, de maneira inédita, ele não vai nos receber. Pedimos audiências com seus ministros e acreditamos que seremos recebidos. Até o momento, temos uma reunião no Ministério dos Direitos Humanos”, conta Jurema Werneck, diretora executiva da Anistia Internacional, à jornalista Marilu Cabanas, na Rádio Brasil Atual.

De acordo com ela, as políticas implementadas pelo novo governo preocupam. “Estamos em Brasília até o dia 23 e queremos que Bolsonaro ouça nossas recomendações. Nós queremos oferecer alternativas para responder os deveres de direitos humanos que o Brasil tem. O país tem que ser para todo mundo”, acrescentou Jurema.

A entidade alerta que a flexibilização da posse e do porte de armas, impulsionada pelo presidente, pode contribuir com o aumento do número de homicídios. Em 2017, o Brasil registrou pouco menos de 64 mil assassinatos, quase 31 para cada 100 mil habitantes. “Colocar mais armas como medida de segurança pública é colocar mais gasolina no fogo. Há pessoas que ainda ficarão mais vulneráveis, como jovens negros, as mulheres que sofrem violência doméstica, indígenas e comunidades quilombolas”, alerta a diretora da ONG.

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