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Alunos de escola pública organizam slam contra preconceito e falta de oportunidades

Estudantes fazem batalha de poesia dentro de iniciativa de escola da capital paulista pelos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos
Publicado por Redação RBA
17:25
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TVT/Reprodução
Slam escola pública

Alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental Altino Arantes foram aos estúdios da Rádio Brasil Atual nesta sexta (10)

São Paulo – Um projeto de slam, desenvolvido nas aulas de Língua Portuguesa na Escola Municipal de Ensino Fundamental Altino Arantes, zona leste de São Paulo, proporcionou aos alunos elementos para escrever e refletir sobre a realidade que o país enfrenta atualmente.

“A desigualdade domina o nosso país, onde poucos têm muito, muito mesmo, e muitos não têm quase nada. E aqui, se você não pagar aluguel e tiver um emprego suave, mas, caso o contrário, pode se esforçar porque o Brasil vai demorar a mudar”, escreveu a estudante Maria Rita Oliveira, na perspectiva de tratar a realidade que a cerca por meio da poesia. Desde que o projeto teve início, no ano passado, a estudante, do 9° ano, expressa sua indignação quanto à desigualdade, preconceito e à falta de oportunidades. 

A iniciativa, que deu o pontapé inicial para a escrita de Maria Rita, integra o projeto interdisciplinar desenvolvido pela professora Carolina Lobrigato, com apoio e participação de diversos alunos da escola. No estúdio da Rádio Brasil Atual, a professora explicou que o projeto rememora os 70 anos da assinatura da Declaração Universal dos Direitos Humanos completados no ano passado.

“Pegamos esse ensejo para discutir em sala de aula questões relacionadas à convivência mesmo, como bullying e violência na escola, indo para questões mais complexas como a homofobia, o racismo e a intolerância em geral”, afirma Carolina. Diante desses temas, os estudantes têm organizado o Slam, onde recitam seus trabalhos em uma batalha. 

Maria Rita, por exemplo, participa como finalista neste sábado (11) da competição de Slam do concurso Poesia que Pulsa, no Centro Educacional Unificado (CEU) Aricanduva, na zona leste da capital. Há ainda outros sete concorrentes que, no final, podem ser premiados com uma passagem para a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), no Rio de Janeiro.

Acompanhe a entrevista: