Memória e verdade

Instituto faz campanha para viabilizar livro ‘Heroínas dessa história’

Obra narra a trajetória de 15 mulheres que tiveram familiares mortos e desaparecidos durante a ditadura civil-militar. Financiamento coletivo busca recursos para finalização e divulgação da obra

Reprodução
Carolina Rewaptu

Cacica Marawatsede, Carolina Rewaptu, é uma das 15 mulheres que têm trajetória descrita no livro “Heroínas dessa história”

São Paulo – Segue até o próximo dia 29 a campanha de arrecadação de verbas para serem destinadas à finalização do livro Heroínas dessa História, projeto organizado pelo Instituto Vladimir Herzog, que traz luz à trajetória de 15 mulheres que tiveram familiares assassinados e desaparecidos por agentes do Estado durante a ditadura civil-militar (1964-1985). A campanha, que teve início em março, pretende arrecadar R$ 150 mil a partir de doações, que variam de R$ 10 a R$ 1.000 e podem ser feitas pelo site do Catarse. Todos os doadores terão um agradecimento público e o nome na galeria de apoiadores.

Produzido e redigido inteiramente por 15 mulheres jornalistas, o livro retrata a amplitude da resistência e o protagonismo feminino na luta contra o regime repressivo, como conta em entrevista à jornalista Marilu Cabañas, na Rádio Brasil Atual, a também jornalista Patricia Cornils, autora do perfil da cacique Marawatsede, Carolina Rewaptu, que se tornou professora para entender a perseguição sofrida por seu povo em Mato Grosso e liderou as investigações sobre o tema.

De acordo com Patrícia, a busca por memória, verdade e justiça que move diversas pessoas e entidades a recontar os horrores da ditadura é fundamental na luta de Carolina e dos indígenas pela retomada das terras. “A memória é uma condição de sobrevivência, caso não fosse os anciões contarem para eles o que era, onde e a importância da terra para as suas vidas, eles não conseguiriam voltar”, destaca.

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