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Ato em solidariedade ao MST repudia tentativa de criminalização do movimento

Manifestação está marcada para esta sexta-feira, a partir das 18h30, na Câmara Municipal de São Paulo

José Cruz/EBC
Ato MST Juliana Cardoso

Coletivo do mandato da vereadora destaca atuação de Bolsonaro e da mídia tradicional de ataque à luta do MST

São Paulo – Em solidariedade ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e à defesa da educação popular e dos direitos dos trabalhadores do campo será realizado um ato de desagravo nesta sexta-feira (22), a partir das 18h30, na Câmara Municipal de São Paulo. Organizado pelo coletivo do mandato da vereadora Juliana Cardoso (PT), o ato é também uma ação de repúdio à perseguição sofrida pelo MST desde as eleições até a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência da República.

De acordo com o gabinete da vereadora, o novo governo “pretende criminalizar e colocar na ilegalidade os movimentos sociais que nasceram e lutam por direitos básicos do povo brasileiro”. O coletivo também o tratamento dado por veículos da mídia tradicional, citando como exemplo uma matéria divulgada pela Rede Record acusando o movimento de submeter crianças à “doutrinação ideológica” em um Encontro Nacional de Crianças Sem Terrinha.

À época, o coordenador nacional do MST João Paulo Rodrigues chegou a alertar em suas redes sociais sobre as distorções da emissora.”A Record mente sobre Encontro Sem Terrinha do MST para agradar Bolsonaro”, afirmou.

Frente a essa conjuntura, a vereadora destaca a luta de mais de três décadas do movimento. “É preciso explicitar nossa solidariedade e apoio ao MST, à sua luta pela justiça social, pela reforma agrária e à sua contribuição na construção de uma pedagogia popular emancipatória”, escreveu em nota Juliana Cardoso.