barbárie de governo

Liberação da posse de armas é ‘projeto de morte mal-intencionado’

Ao Seu Jornal, da TVT, especialistas criticam decreto de Bolsonaro e avaliam que as mudanças previstas não diminuirão violência

Arquivo EBC
Posse de armas de fogo

Decreto representa, segundo os especialistas, um estímulo ao uso de armas de fogo pela população civil

São Paulo – Para especialistas em direitos humanos, a medida do presidente Jair Bolsonaro em facilitar a posse de armas de fogo em todo o país, vai na contramão das ações de combate à violência que deveriam ser adotadas. “Isso só pode ser um projeto de morte mal-intencionado”, classifica a advogada e diretora do Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente Mônica Paião Trevisan (CEDECA – Sapopemba), Valdênia Lanfranchi.

Ao repórter Leandro Chaves, do Seu Jornal, da TVT, Valdênia avalia que a mudança estabelecida pelo decreto dará margem para o uso “clandestino das armas” e aumentará a impunidade dos crimes, a partir, por exemplo, do tempo de validade do registro junto à Polícia Federal, que passou de cinco para 10 anos.

O advogado e conselheiro do Conselho Estadual de Direito da Pessoa Humana (Condepe) Ariel de Castro analisa ainda que a medida de Bolsonaro representa um estímulo ao uso armas de fogo e, embora pelo decreto a posse esteja limitada à residência e ao local de trabalho, será difícil evitar o porte em outros locais. “Nós sabemos que a polícia não tem como controlar o porte de armas, então não existe esse controle. O estímulo está dado. A partir da posse, uma pessoa que tiver algum tipo de desavença, (estiver) sendo ameaçada, querendo fazer algum ‘acerto de contas’, (querendo) matar sua companheira ou ameaça-la, certamente, com a posse de arma vai usá-la também para essas situações”.

Assista à reportagem na íntegra

Leia também

Últimas notícias