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Os 'nem-nem'

Falta de oportunidades: 23% dos jovens no Brasil não trabalham nem estudam

Pesquisa do Ipea na América Latina destaca, no entanto, que jovens exercem outras atividades produtivas, contrariando estereótipos. Estudo demonstra o avanço da informalidade sobre parcela empregada
Publicado por Redação RBA
Cidadania
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Alexandra Martins UNB Agência/Reprodução
Jovens nem-nem Ipea

Informalidade alcança 70% dos jovens empregados e os que estão no mercado formal enfrentam a alta rotatividade, diz pesquisa

São Paulo – Os chamados “nem-nem”, jovens que não estão trabalhando e nem estudando, já somam, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), aproximadamente 20 milhões na América Latina e, no Brasil, 23%, a terceira taxa mais alta, entre nove países analisados. Divulgada nessa segunda-feira (3), a pesquisa revela que não se trata de acomodação, mas sim falta de oportunidades. 

“Muda esse estereótipo que a sociedade acreditava que os jovens ‘nem-nem’ são aqueles ociosos, improdutivos. Na verdade, o que a pesquisa mostra é que eles estão nessa situação, que uma situação momentânea, e há muita mudança dentro dela. Eles são jovens produtivos em busca de oportunidades”, afirma a diretora de Estudos e Políticas Sociais do Ipea e uma das autoras da pesquisa, Enid Rocha, à repórter Ana Rosa Carrara, da Rádio Brasil Atual, defendendo a substituição do termo “nem-nem”, por “sem-sem”. 

Intitulado “Millennials na América e no Caribe: trabalhar ou estudar?”, o estudo procurou apresentar uma radiografia da juventude latina, levando em conta dados de mais de 15 mil jovens do Brasil, Chile, Colômbia, El Salvador, Haiti, México, Paraguai, Peru e Uruguai, e revelou ainda um avanço da informalidade sobre a parcela de jovens empregados, cerca de 70% no segmento.

A situação também é incômoda entre aqueles que atuam no mercado formal e precisam enfrentar a alta rotatividade. Para dar conta dessas questões, a diretora defende o investimento em políticas públicas de estímulo ao primeiro emprego e à capacitação, também para aproveitar esse momento de bônus demográfico da população mais jovem.

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