Luta pela liberdade

Consciência Negra: Massacre dos Porongos completa 174 anos

Traição sofrida pelos lanceiros negros que lutavam na Revolução Farroupilha é relembrada em Porto Alegre (RS) por centro cultural

Thiago Krenning, em reprodução/TVT
Massacre dos Porongos

À frente do traidores do massacre estava o patrono Duque de Caxias, usado como um ‘exemplo de pacificador’ por Bolsonaro

São Paulo – O centro cultural Afro Sul Bloco Odomodê, em Porto Alegre (RS), realizou nesta quarta-feira (14) uma vigília dos tambores para homenagear os lanceiros negros, soldados e heróis anônimos na luta pela liberdade na Revolução Farroupilha, no Rio Grande do Sul. O mês de novembro que celebra a Consciência Negra, marca também o episódio, conhecido como Massacre de Porongos, que completou 174 anos com críticas pela invisibilidade do movimento na história brasileira.

Até hoje a Revolução Farroupilha é comemorada no estado gaúcho como se não houvesse acontecido a traição que acarretou no Massacre de Porongos quando, depois de desarmados por seu comandante Canabarro, os lanceiros negros foram traiçoeiramente entregues à sanha historicamente genocida da patrono do Exército brasileiro, Duque de Caxias, citado pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) como um exemplo de pacificador.

“Acho que o atual contexto que estamos, a gente consegue ver essa falta de autocrítica na sociedade que vivemos, porque se elege uma pessoa que tem uma oratória completamente distorcida da nossa história de escravidão no Brasil, então é rever isso”, critica a professora de dança em entrevista ao repórter Guilherme Oliveira, do Seu Jornal, da TVT.

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