Na periferia

Usuários do transporte intermunicipal de SP e BH fazem avaliação ruim do sistema

Pesquisa do Idec demonstra que na comparação com o transporte municipal, deslocamento com longas distância tem menos conforto, qualidade e maior tempo de espera

TVT/Reprodução
Transporte intermunicipal

Para pesquisador do Idec, críticas revelam que investimento concentra-se no centro em detrimento da periferia

São Paulo – O valor cobrado pela passagem dos transportes nas cidades de Belo Horizonte e São Paulo não reflete no conforto dos passageiros que utilizam o sistema intermunicipal de acordo com estudos do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). Os usuários de linhas com maiores deslocamentos avaliam que, na comparação com o sistema municipal, o transporte entre municípios das regiões metropolitanas das duas capitais oferece à população baixos índices de qualidade.

Em entrevista ao repórter Leandro Chaves, do Seu Jornal, da TVT, o pesquisador em Mobilidade Urbana do Idec, Rafael Calabria, afirmou que as avaliações dadas por mais de 3 mil passageiros de ambas as cidades demonstram que “os órgãos de transporte, as prefeituras e o governo investem em qualidade muito mais no Centro, onde já tem qualidade, do que da periferia”.

Apenas no Rio de Janeiro, outra capital avaliada, os ônibus intermunicipais ficaram à frente dos municipais por disporem de diferentes características, como a utilização de ônibus rodoviário. A pesquisa destaca ainda que a rotina dos usuários no transporte coletivo entre municípios de uma mesma região é marcada por veículos lotados, sujos e de manutenção precária e, segundo relatam passageiros ao Seu Jornal, em São Paulo é comum que o tempo de espera pelos ônibus da EMTU ultrapasse os 30 minutos.

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