Moradores contestam

Prefeitura de São Paulo fecha espaço para crianças e adolescentes no Grajaú

Sede de instituição que funcionava há 16 anos no bairro Parque Grajaú e atendia cerca de 35 crianças e adolescentes foi fechada por falta de alvará de funcionamento

TVT/Reprodução
Fechamento do Ceprocig

Instituição alega que, em julho, foi feita uma reforma para resolver problemas apontados por uma denúncia anônima

São Paulo – Moradores da comunidade Parque Grajaú, na zona sul da cidade de São Paulo, estão se mobilizando contra a interdição do Centro de Promoção e Resgate à Cidadania (Ceprocig) fechado na semana passada. O espaço foi lacrado pela prefeitura, sem aviso prévio, por falta de alvará de funcionamento. A ONG é a única instituição gratuita no bairro que atende crianças e adolescentes fora do horário escolar.

O problema começou em maio deste ano, após o Ceprocig ser denunciado anonimamente ao Ministério Público do Estado de São Paulo (MPE-SP) devido às condições do imóvel. No entanto, de acordo com a fundadora da instituição, Nani Cruz, em entrevista à repórter Michelle Gomes, do Seu Jornal, da TVT, em julho foi feita uma reforma no local que teria equacionado as falhas apontadas ao MPE-SP.

Para reverter a situação, a comunidade local está recolhendo assinaturas para a formulação de um abaixo-assinado que pede a abertura imediata do Ceprocig. “Aqui é uma aprendizagem a mais porque ao invés de os meus filhos estarem na rua aprendendo o que não devem, pelo menos estão em um espaço aprendendo culturas, coisas que muitas vezes as pessoas não dão valor lá fora”, defende a porteira Rita de Cássia Alves. A instituição existe há 16 anos no bairro e, atualmente, atende cerca de 35 crianças e adolescentes.

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