Silenciamento

Organizadora do ato ‘Mulheres Contra Bolsonaro’ no Rio é cercada e agredida

Maria Tuca Santiago sofreu socos e coronhadas de revólver e teve o celular roubado. Agressores fugiram num táxi que os aguardava

Facebook/Reprodução
Mulheres contra Bolsonaro

Maria Tuca Santiago foi rendida em táxi por três homens armados que a agrediram com o soco

São Paulo – A feminista Maria Tuca Santiago, uma das organizadoras do movimento “Mulheres Unidas contra o Bolsonaro”, foi agredida por três homens armados com revólveres, na cidade do Rio de Janeiro. Após a agressão, os três fugiram num táxi que os aguardava.

Segundo interlocutores do partido à Carta Capital, Maria Tuca teve o celular roubado e foi agredida com soco e coronhadas e, logo após ter sido atendida no Hospital Municipal Evandro Freire, na Ilha do Governador, foi encaminhada à 37ª Delegacia de Polícia na Estrada do Galeão para prestar queixas contra os agressores.

Em sua página no Facebook, o Psol repudiou a ação que classificou como “covarde” e exigiu das autoridades a imediata apuração e punição do envolvidos no caso que ainda não teve os motivos da agressão revelados.

Também pelas redes sociais, a candidata a vice-presidente na chapa de Fernando Haddad (PT), Manuela D’Ávila (PCdoB), condenou o ataque, atribuindo-o à tentativa de silenciar a ascensão do movimento das mulheres contra o candidato do PSL, cuja página no Facebook já conta com mais de 3 milhões de seguidoras. “A tentativa de calar a voz das mulheres só mostra que não podemos nos render ao ódio e à intolerância”, afirma Manuela.

A escalada da violência também foi repudiada pelo candidato à presidência pelo Psol, Guilherme Boulos, que exigiu imediata investigações. A presidenta do PT, Gleisi Hoffmann, afirmou que os episódios como o que vitimou Maria Tuca são “apologia da violência contra a mulher”, e lembrou declarações do vice candidato de Bolsonaro, o General Hamilton Mourão, em que atribui a criação de crianças por mães e avós, sem a presença paterna, como “fábrica de desajustados”.

O ataque contra a organizadora soma-se às constantes ameaças que as ativistas do movimento #Elenão vem sofrendo nas redes sociais. No domingo (16), a página no Facebook foi invadida e dados das participantes foram indevidamente apropriados e até o momento, ainda não houve nenhum esclarecimento quanto ao ataque cibernético.