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Julgamento simbólico condena Estado brasileiro por genocídio da população pobre

Movimentos sociais responsabilizam poder público pelo aumento de mortes de jovens negros, pobres e periféricos e aponta políticas públicas de inclusão e reparação
por Redação RBA publicado 14/09/2018 11h12
Movimentos sociais responsabilizam poder público pelo aumento de mortes de jovens negros, pobres e periféricos e aponta políticas públicas de inclusão e reparação
TVT/Reprodução
Tribunal popular

Anualmente dados do Atlas da Violência indicam negros e jovens como as principais vítimas de homicídios no Brasil

São Paulo – Um tribunal popular foi montado nesta quinta-feira (13), na Praça do Pacificador, no munícipio de Duque de Caxias, região da baixada fluminense do Rio de Janeiro, para a condenação simbólica do estado brasileiro. O evento organizado por diversos movimentos sociais trazia, como uma das principais acusações, o genocídio contra a população negra, pobre e periférica.

Em entrevista à Adriana Maria e Fábio Leon do Seu Jornal, da TVT, a articuladora do Centro de Direitos Humanos da Diocese de Nova Iguaçu ressaltou que o genocídio tem funcionado como pena à população que, segundo ela, sequer tem o direito ao julgamento. "O Estado ainda está sendo privilegiado de ter um julgamento ainda que simbolicamente", considera.

Durante a audiência, o advogado criminalista Bruno Sankofá, responsável pelas acusações contra a federação, utilizou de pesquisas e relatos para comprovar sua argumentação. "Há uma pretensão enorme de dar voz, força e valor à palavra da própria vítima", explicou.

Ao final, na sentença que trazia a condenação simbólica do Estado, a implementação de políticas públicas de reparação aos grupos atingidos pela violência e a promoção do protagonismo das mulheres e da juventude negra foram apontados como algumas das determinações.

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