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Ativistas em greve de fome enfrentam quadro de saúde preocupante

Manifestantes completam 17 dias em greve de fome. Eles eles serão recebidos pelo ministro Gilmar Mendes. Exigência é para que STF coloque em pauta ADCs sobre prisão após decisão de segunda instância
Publicado por Redação RBA
17:16
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Está nas mãos da presidente do STF atender aos grevistas e pautar as ADCs

São Paulo – Os sete ativistas que fazem uma greve de fome em Brasília apresentam quadro de saúde preocupante após completar nesta sexta (17) 17 dias sem alimentação. De acordo com a Frente Brasil Popular, os militantes estão dispostos a chegar “até as últimas consequências para lutar por justiça no Supremo Tribunal Federal” (STF). “Estamos correndo contra o tempo, com a vida dos nossos companheiros e companheiras.”

Ainda nesta sexta, o ministro Gilmar Mendes recebe os ativistas em seu gabinete para uma audiência. No início do jejum, eles protocolaram 11 pedidos de audiências no STF, uma para cada ministro. Até o momento, Ricardo Lewandowski já os recebeu na semana passada, quando prometeu que “o Supremo vai fazer justiça”. Na ocasião, a grevista Rafaela Alves disse que se os ministros forem lentos, o preço será “corpos velados em frente ao STF”.

A ação é em defesa da liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso na sede da Polícia Federal do Paraná desde 7 de abril. Como resultado prático, eles pedem que a presidente do Supremo, ministra Cármen Lúcia, coloque em pauta no plenário da corte duas ações declaratórias de constitucionalidade (ADCs) sobre a legalidade da prisão após decisão de segunda instância, situação de Lula.

Está nas mãos da presidenta da Corte atender aos grevistas e pautar as ADCs. Na terça-feira (14), ela recebeu uma comissão de entidades, juristas e religiosos representados pelas: Associação Brasileira de Juristas; Democracia; Comitê Lula Livre e Frente Brasil Popular. Estiveram presentes nomes como o ganhador do Prêmio Nobel da Paz Adolfo Pérez Esquivel e o frei Sérgio Görgen, um dos que estão em greve de fome. “A ministra se comprometeu a consultar seus colegas e ficou de analisar a possibilidade de colocar em votação o mais breve possível os recursos de ADC”, disse a Frente Brasil Popular.

“O sacrifício é para chamar a atenção da sociedade e sensibilizar o STF para que vote as ADCs que julgam a confirmação do que está na Constituição, de que nenhum brasileiro pode ser preso antes que sejam julgados todos os recursos e, portanto, defende o princípio da presunção de inocência. Hoje, além do companheiro Lula, atingido por falsas interpretações, há 13 mil presos em São Paulo e outros 200 mil em todo país, que foram atingidos”, completa a organização.

Por fim, os grevistas tentam articular com a sociedade para ampliar a pressão junto ao Supremo. Eles pedem para que a sociedade mande e-mails para Cármen Lúcia para que ela coloque as ADCs em pauta e também que envie mensagens de apoio pelo e-mail [email protected].