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Jogadora Marta é nomeada embaixadora da ONU Mulheres para o esporte

Esportista já exerceu a mesma função na PNUD e agora vai trabalhar para combater a discriminação e ampliar oportunidades de meninas e mulheres
por redação rba publicado 13/07/2018 12h17
Esportista já exerceu a mesma função na PNUD e agora vai trabalhar para combater a discriminação e ampliar oportunidades de meninas e mulheres
Joaquim Galante/Folhapress
marta

Melhor jogadora de futebol de todos os tempos, Marta agora vai se dedicar a fortalecer a caminhada de outras mulheres no esporte

São Paulo – Maior goleadora da seleção brasileira e considerada por muitos como a melhor jogadora de futebol de todos os tempos, Marta Vieira da Silva foi nomeada ontem (12) embaixadora da Boa Vontade da ONU para meninas e mulheres no esporte. Seu trabalho será apoiar iniciativas pela igualdade de gênero e empoderamento feminino em todo o mundo.

“Marta é um modelo excepcional para mulheres e meninas em todo o mundo. Sua experiência de vida conta uma história poderosa do que pode ser alcançado com determinação, talento e coragem. Estamos ansiosas para trabalhar de perto com Marta para trazer o poder transformador do esporte para mais mulheres e meninas, e para construir rapidamente a igualdade”, disse a diretora-executiva da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka.

A Agenda 2030 da ONU para o Desenvolvimento Sustentável definiu o roteiro para alcançar a igualdade de gênero e reconhece explicitamente o esporte como um importante facilitador nesse processo.

“Estou totalmente comprometida em trabalhar com a ONU Mulheres para garantir que mulheres e meninas em todo o mundo tenham as mesmas oportunidades que homens e meninos têm para realizar seu potencial. Eu sei, a partir da minha experiência de vida, que o esporte é uma ferramenta fantástica para o empoderamento”, disse Marta.

“Em todo o mundo, hoje, as mulheres estão demonstrando que podem ter sucesso em papéis e posições anteriormente mantidas para os homens. A participação das mulheres no esporte e na atividade física não é exceção”, completou.

Segundo a ONU, meninas e mulheres em todo o mundo ainda têm menos oportunidades, menos investimento e enfrentam discriminação e até assédio sexual nas diferentes modalidades esportivas. Quando conseguem se tornar atletas profissionais, enfrentam uma grave diferença salarial.

O total de premiações para a última Copa do Mundo Feminina de Futebol, em 2015, foi de 15 milhões de dólares. Na Copa do Mundo do Brasil, em 2014, os prêmios somaram 576 milhões de dólares. De acordo com o relatório Global Sports Salaries Survey (GSSS), de 2017, entre os atletas de elite, as mulheres ganham em média apenas 1% do que ganham os homens.

Marta nasceu em Dois Riachos (AL) e cresceu em uma família pobre do cerrado do Nordeste. Quatro vezes eleita a melhor jogadora do mundo, ganhou a medalha de ouro nos jogos Pan-Americanos de 2003 e 2007, prata nas Olimpíadas de 2004 e 2008 e é bicampeã sul-americana de 2003 e 2010. Marta também atuou como embaixadora da Boa Vontade do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Com informações da ONU Brasil