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espera dolorosa

Cinco anos após desaparecimento de Amarildo, família ainda não foi indenizada

Em 2016, Justiça decretou a indenização de R$ 3,5 milhões a ser paga pelo governo estadual do Rio de Janeiro, que vem desde então recorrendo da decisão
por Redação RBA publicado 12/07/2018 13h41, última modificação 12/07/2018 14h17
Em 2016, Justiça decretou a indenização de R$ 3,5 milhões a ser paga pelo governo estadual do Rio de Janeiro, que vem desde então recorrendo da decisão
Fernando Frazão EBC/Reprodução
Família Amarildo

Advogado da família afirmou à BBC Brasil que as apelações do Estado e da família serão julgadas neste mês

São Paulo – "Onde está Amarildo?" A pergunta feita há cinco anos, desde o desaparecimento do servente de pedreiro, segue sem respostas. A segunda ação que poderia ser feita pelo governo do estado do Rio de Janeiro, responsabilizado pela morte, ainda é aguardada desde 2016 pela família de Amarildo de Souza. Naquele ano, a Justiça, além de comprovar que Amarildo havia sido torturado e morto, condenou o Estado a indenizar a família do ajudante que não teve o corpo encontrado.

Amarildo foi detido e levado na noite de 14 de julho de 2013 por policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha, na capital fluminense. Durante a ação, foi torturado, morto e posteriormente teve seu corpo ocultado pelos policiais. Em 2016, decisão da 35ª Vara Criminal do Rio condenou 13 dos 25 policiais militares acusados pelo assassinato.

O caso ganhou enorme repercussão e obrigou o Estado a indenizar a família de Amarildo com o pagamento de R$ 3,5 milhões. Mas, desde a determinação judicial de 2016, o governo estadual vem recorrendo da decisão.

Em entrevista à BBC News Brasil, o advogado da família de Amarildo, Rodolfo Ferreira, explicou que o Tribunal de Justiça do Rio deve julgar neste mês ambas as apelações, mas ressaltou que se o Estado mantiver o questionamento quanto à decisão o processo poderá ser prolongado e ainda mais custoso à família.

"É claro que a indenização não vai acabar com o sofrimento. Mas ela fecha um ciclo de dor que continua latente enquanto a família não vê uma satisfação. Nesse caso, isso é ainda mais sério, porque não foram permitidos sequer os rituais de despedida, com o enterro do corpo", afirmou Ferreira à reportagem da BBC.

Assista à matéria feita pelo Seu Jornal, da TVT: