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jornada de lutas

Trabalhadoras do MST ocupam sede do Incra em Florianópolis

Ação faz parte de uma série de articulações do movimento social para marcar o Dia Internacional da Mulher, celebrado na quinta-feira (8)
por Redação RBA publicado 06/03/2018 16h56, última modificação 06/03/2018 17h22
Ação faz parte de uma série de articulações do movimento social para marcar o Dia Internacional da Mulher, celebrado na quinta-feira (8)
divulgação/mst
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'Não podemos aceitar a exploração e a violência que as mulheres sofrem'

São Paulo – Um grupo de cerca de 180 mulheres do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocupa, desde as 8h de hoje (6), a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) de Santa Catarina, em Florianópolis. Elas exigem uma audiência com a superintendência regional do órgão para discutir temas relacionados ao direito à terra e acesso ao crédito rural.

A ação faz parte de uma série de articulações do movimento social para marcar o Dia Internacional da Mulher, celebrado na quinta-feira (8). “Nesta semana, mulheres de todo o Brasil estão fazendo luta, e as mulheres sem terra ocupam o Incra para lutar por terra e créditos para as mulheres poderem viver com dignidade e produzir alimentos”, afirma a dirigente do MST Irma Brunetto.

De acordo com o superintendente do Incra em Santa Catarina, Nilton Tadeu Garcia, as trabalhadoras ocupam o local pacificamente, e aguardam mais militantes para uma reunião que deve ser realizada ainda hoje. Para Márcia Ramos, dirigente do movimento social, “quem não se movimenta, não sente as cadeias que o prendem”.

Nós lutamos contra a forma como a sociedade está organizada, não podemos aceitar a exploração e a violência que as mulheres sofrem. Do mesmo modo sofrem as mulheres do campo, que lutam para poder cultivar a terra, sem a exploração do trabalho humano e da natureza”, completa a dirigente.

Após a ação no Incra, as trabalhadoras catarinenses devem se manter em Florianópolis para a realização de ato na quinta-feira. Em todo o país, o movimento social pretende mobilizar mais de 15 mil mulheres.

Com informações do MST e de agências