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dia internacional da mulher

Mulheres se mobilizam para defender direitos sociais e trabalhistas

Elas fazem atos nesta quinta, convocando trabalhadoras que estão tendo garantias destruídas pelo governo de Michel Temer. Confira programação nas capitais
por Redação RBA publicado 07/03/2018 18h11
Elas fazem atos nesta quinta, convocando trabalhadoras que estão tendo garantias destruídas pelo governo de Michel Temer. Confira programação nas capitais
Lula Marques / Agência PT
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Marcha Mundial contra reformas, como a da "reforma" trabalhista, que prejudica em especial as mulheres

São Paulo – Assim como no Dia Internacional da Mulher de 1917, quando centenas de operárias em greve deram o pontapé inicial para a queda do czarismo e foram a chave de entrada para a Revolução Russa, o 8 de março de 2018 no Brasil pretende chamar para a luta trabalhadoras que estão tendo direitos sociais e garantias trabalhistas destruídos pelo governo ilegítimo de Michel Temer (MDB). Desde 24 de fevereiro, a CUT, por exemplo, promove atividades para denunciar os riscos que o retrocesso promovido pelo governo  representa para toda a classe trabalhadora, em especial para as mulheres.

Até o 1º de Maio, movimentos feministas e vários coletivos de mulheres de todas as regiões do país organizam a Jornada de Luta das Mulheres em Defesa da Democracia e dos Direitos com o principal objetivo de denunciar os ataques que as mulheres vêm sofrendo desde a destituição da presidenta Dilma Rousseff. Para a secretária nacional da Mulher Trabalhadora da CUT, Junéia Batista, o ponto principal no debate deste 8 de março é a defesa da democracia.

“Essa agenda de reformas estruturantes já em curso, como a nova lei trabalhista, que prejudica toda a classe trabalhadora, em especial as mulheres que são mais prejudicas com a jornada intermitente e a obrigação de grávida ou lactante trabalhar em local insalubre é o maior retrocesso desde a Constituição de 1988”, afirma, referindo-se à Lei 13.467, de "reforma" trabalhista, que entrou em vigor em 11 de novembro.

Ela cita o 8 de março de 2017 como início de uma série de ações que culminaram em agendas que levantaram discussões de porte mundial na visibilidade da luta das mulheres. Como a possibilidade de, pela primeira vez, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) encaminhar o debate sobre uma recomendação ou convenção que trate sobre violência de gênero em locais de trabalho. “Foi um marco histórico que queremos repetir este ano, exigindo que essa nova lei trabalhista que está exterminando com os empregos e com a dignidade de mulheres e homens seja revogada”, afirma Juneia. 

No Brasil, a CUT e movimentos de mulheres, feministas e populares estão organizando uma Jornada de Luta das Mulheres em Defesa da Democracia e dos Direitos.

Acompanhe a agenda de eventos pelo país.

Aracaju

Horário: 7h

Local: estacionamento do Viaduto do D.I.A

Belo Horizonte

15h30, concentração e marcha - Assembleia Legislativa

16h30, saída da marcha rumo à Praça 7

Ao longo do dia, intervenções na Praça 7

Boa Vista

Parada das Mulheres em Roraima

Local: Praça do Centro Cívico

Horário: 9h

Brasília

Horário:  a partir das 14h, concentração

Local: Museu da República

Curitiba

Concentração na Praça da Mulher Nua (Praça 19 de Dezembro), das 16h30 às 18h

Primeiro ato – Poder das/para as Mulheres (Local: Praça da Mulher Nua)

18h15 – saída da caminhada

18h30, segundo ato – Soberania – de nossos corpos e de nossas vidas, do estado e da natureza

Local: Catedral Basílica de Curitiba

18h45/ terceiro ato – Somos Muitas, Somos Diversas, Somos Plurais (Local: Praça Tiradentes).

19h15/ quarto ato – Nem Uma a Menos. Vivas Nós Queremos (Local: Rua Dr. Muricy com a XV de Novembro).

19h40/ quinto ato – Mais Direitos. Nenhum Retrocesso (Local: Boca Maldita).

Florianópolis

Horário: das 9h às 18h

Concentração da marcha, 17h

Abertura da marcha, 18h

Local: Tenda da CUT. Rua da Alfândega 

João Pessoa

Concentração na Praça João Pessoa (Três Poderes) e encerramento na Lagoa – centro

Horário: das 8h às 12h30

Em paralelo, ocorrerá a Nona Marcha pela Vida das Mulheres e pela Agroecologia, organizada pelo Polo da Borborema, uma articulação de 14 sindicatos de trabalhadores rurais da região da Borborema, em parceria com a AS-PTA (Agricultura Familiar e  Agroecologia)

Manaus 

Horário: 8h

Local: Praça da Matriz

Porto Alegre

Marcha das Mulheres

Horário: inicio às 7h

Local: saída da Ponte do Guaíba para a prefeitura, onde ocorrerá um ato de protesto contra os desmontes. Depois segue para a Esquina Democrática

Horário: das 15h às 17h

15h – Assembleia Internacional das Mulheres

17h – ato unificado

Local: Esquina Democrática

Porto Velho

Marcha das mulheres de Rondônia

Horário: concentração às 8h30

Local: em frente à Ceron, na Avenida 7 de Setembro

Recife

Atividade: Caminhada no centro.

Concentração a partir das 13h, no Parque 13 de Maio

Rodas de diálogos sobre os 10 eixos – das 13h às 15h

Caminhada – saída das 16h/16h30 pela avenida principal do centro (Avenida Conde da Boa Vista) em direção à Praça do Derby (Praça da Democracia)

São Paulo

Jornada de luta das mulheres

Período: de 24 de fevereiro a 1º de maio

Local: diversas regiões

8 de  março – concentração a partir da 14h30. Saída às 18h

Local: Praça Oswaldo Cruz e caminhada até a Avenida Paulista

Teresina

Horário: 8h

Local: Praça Rio Branco, Teresina

Vitória

Horário: 13h, concentração

Local: Praça Jucutuquara