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Jornalistas repudiam demissão de repórter da ‘Folha’ atacado por Danilo Gentili

Para federação nacional e sindicato de São Paulo, desligamento de repórter Diego Bargas demonstra a descompromisso do jornal com liberdade de imprensa
Publicado por Redação RBA
Cidadania
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REPRODUÇÃO/FACEBOOK
Bargas e Gentili.jpg

Durante a entrevista, Bargas questionou as cenas de pedofilia e bullying presentes no filme de Danilo Gentili

São Paulo – O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) divulgaram nota repudiando a demissão do jornalista Diego Bargas, do jornal Folha de S.Paulo, perseguido pelo apresentador Danilo Gentili.

Bargas publicou na última sexta-feira (13) a reportagem “Comédia juvenil ri de bullying e pedofilia”, a respeito de filme concebido e estrelado por Gentili. O repórter foi demitido depois de o “humorista”, em rede social, incitar o ódio e estimular seguidores a persegui-lo.

De acordo com as entidades, o caso é uma “grave perseguição e intimidação a jornalistas”. “O texto de Bargas é uma reportagem correta, que analisa o filme e reproduz pontos de vista de Gentili e do diretor Fabrício Bittar expressos em entrevista ao jornalista. Gentili, porém, decide massacrar o jornalista em rede social, mostrando sua intolerância à atividade jornalística, e manipular o episódio para tentar melhorar o resultado comercial de seu produto”, diz a nota.

O apresentador acusou Diego Bargas de ser militante do PT, utilizando postagens antigas do repórter elogiando Dilma, Lula e Fernando Haddad. A Folha afirma que o jornalista foi desligado por “ter desrespeitado orientação reiterada sobre comportamento nas redes sociais”. 

“Danilo Gentili me esmagou como uma barata, só porque ele pode, só porque eu ousei o desafiar”, escreveu Bargas, nas redes sociais. Para as entidades, a Folha “demonstrou não ter o mínimo compromisso com princípios como a liberdade de imprensa e com a pluralidade, dos quais a empresa se reclama em suas campanhas de marketing”.