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Festival de preconceitos

Estudantes se fantasiam de gari, mecânico e faxineira para representar 'fracasso na vida'

Atividade do terceiro ano de colégio de Novo Hamburgo revoltou usuários de redes sociais que a consideraram menosprezo contra profissões
por Redação RBA publicado 05/06/2017 15h32, última modificação 05/06/2017 16h25
Atividade do terceiro ano de colégio de Novo Hamburgo revoltou usuários de redes sociais que a consideraram menosprezo contra profissões
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Estudantes vestidos como mecânicos e funileiros, em atividade colegial com o tema 'se nada der certo'

São Paulo – Estudantes do terceiro ano do ensino médio da Instituição Evangélica de Novo Hamburgo (IENH), de Novo Hamburgo, interior do Rio Grande do Sul, realizaram atividades temáticas para representar o que fariam "se nada der certo" nos planos deles para o futuro. O resultado foi um festival de preconceitos contra várias profissões como garis, borracheiros, vendedoras de produtos de beleza, faxineiras e atendentes de redes de fast food e supermercado. Alguns ainda se vestiram como "bandido" ou "morador de rua".

Nas redes sociais, muitos manifestaram revolta contra a ideia, incentivada e publicada pela escola em sua página oficial. "Quer dizer que ter um emprego digno pros alunos desta escola é um fracasso na vida? Que absurdo!", escreveu uma usuária na página da instituição.

Em nota, a IENH disse que "em momento algum teve a intenção de discriminar determinadas profissões, até porque muitas delas fazem parte do próprio quadro administrativo e são essenciais para o bom funcionamento da Instituição". E que o objetivo da atividade era discutir o que aconteceria se os alunos não passassem no vestibular e não "fazer referência ao não dar certo na vida". "Atividades como essa auxiliam na sensibilização dos alunos quanto a conscientização da importância de pensar alternativas no caso de não sucesso no vestibular e também a lidar melhor com essa fase", conclui.

Muitos se recordaram de um caso ocorrido no final de 2015, quando o colégio Marista Champagnat, de Porto Alegre, promoveu um evento semelhante. Recentemente, a escola retirou as imagens do ar e divulgou comunicado no início da tarde de hoje (5). "Temas como esse, que confrontam valores e profissões, não são condizentes com a nossa proposta pedagógica, que tem como premissa o respeito às pessoas", diz o texto.

Confira algumas das imagens publicadas pelas escolas sob a temática "se nada der certo".

Instituição Evangélica de Novo Hamburgo

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Colégio Marista

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