Resistência

Jornalistas de São Paulo comemoram 80 anos de fundação do sindicato

Nesta segunda, às 19h, um ato seguido de debate conta a história da entidade e discute o jornalismo frente à conjuntura política

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Douglas Izzo, da CUT-SP, Maria José Braga, da Fenaj e o jornalista Audálio Dantas estarão presentes hoje (17)

São Paulo – Fundado em 15 de abril de 1937, o Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo (SJSP) comemora neste mês 80 anos de existência. Para celebrar a data, a entidade terá uma programação que destaca as lutas e o papel do sindicato na política e na história do país.  “Sempre fomos um sindicato de resistência, de defesa da democracia e de luta ampla pelo povo”, diz o presidente da entidade, Paulo Zocchi, em entrevista à Rádio Brasil Atual, hoje (17).

Nesta segunda, às 19h, o sindicato fará um ato, em sua sede (na rua Rego Freitas, 530, no centro da capital), com transmissão pela Fundação Perseu Abramo, para contar a história da entidade e debater a política e o jornalismo atual. Entre outros convidados, estão: Douglas Izzo, presidente da CUT São Paulo; Maria José Braga, presidenta da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj); e Audálio Dantas, presidente do sindicato em 1975, ano que marca o enfrentamento da entidade contra a ditadura e a denúncia do assassinato do jornalista Vladimir Herzog, morto sob tortura no Doi-Codi.

Seguindo o calendário de comemorações, na próxima quarta-feira (19), também na sede da entidade, será ministrada a palestra “A ética profissional na mídia brasileira”, com o jornalista e professor Fábio Venturini, o advogado Antonio Funari Filho e mediação de Franklin Valverde, jornalista, professor e coordenador da Comissão de Ética do sindicato.

No dia 25, o Cineclube Vladimir Herzog tem sessão gratuita, às 19h30, quando exibirá o documentário Mercado de Notícias (2014), com roteiro e direção de Jorge Furtado. Segundo Zocchi, o documentário é importante pois os jornalistas têm dificuldade de mostrar a verdade por causa dos interesses da mídia tradicional. “Os grandes meios de comunicação são empresas que estão comprometidas com interesses políticos, principalmente, com o governo ilegítimo do Temer.”

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