Brasil Nação

Ato lança projeto para ‘unir brasileiros’ por desenvolvimento

Manifesto critica governo 'antinacional e antipopular' e 'desmonte' que leva à 'dependência colonial e ao empobrecimento dos cidadãos'. Evento na Faculdade de Direito da USP terá transmissão da TVT

@jornalggn/reprodução
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Bresser-Pereira, um dos´autores do manifesto que aponta caminhos para alternativa viável e responsável para o país

São Paulo – Um ato na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, no Largo São Francisco, centro da capital paulista, lança nesta quinta-feira (27), a partir das 18h, o Projeto Brasil Nação, uma proposta de “unir os brasileiros” em torno de ideias de desenvolvimento, afirma um de seus autores, o economista e ex-ministro Luiz Carlos Bresser-Pereira. O ato terá transmissão ao vivo pelos canais da TVT no Facebook e YouTube, e a partir das 19h45 pelo canal digital 44, logo após o noticioso Seu Jornal.

Segundo Bresser-Pereira, os cinco pontos econômicos do documento “mostram que há uma alternativa viável e responsável para o Brasil”. O texto critica o governo “antinacional e antipopular” e afirma que o “desmonte” em curso só levará à “dependência colonial e ao empobrecimento dos cidadãos”.

O projeto surgiu de um manifesto escrito, entre janeiro e abril, por “um grupo de brasileiros preocupados com a crescente divisão da sociedade brasileira”. O documento está aberto para quem quiser assinar, no site, no Avaaz e também em plataforma Google. Até a noite de ontem (26), no site havia 8.425 subscrições.

Entre os apoiadores, estão os economistas Antonio Corrêa de Lacerda, Eduardo Fagnani, João Sicsú, Ladislau Dowbor e Leda Paulani, o crítico Alfredo Bosi, o embaixador Celso Amorim, o cantor e compositor Chico Buarque, o subprocurador-geral Eugenio Aragão, o publicitário Chico Malfitani, o jornalista Eric Nepomuceno, o jurista Fabio Konder Comparato, os cineastas Kleber Mendonça Filho, Luiz Carlos Barreto, Renato Tapajós e Tata Amaral, a cartunista Laerte, a filósofa Marcia Tiburi, os escritores Luis Fernando Verissimo, Marcelo Rubens Paiva e Raduan Nassar, o economista e ex-ministro Luiz Gonzaga Belluzzo, os físicos Luiz Pinguelli Rosa e Rogério Cezar de Cerqueira Leite, a ativista Margarida Genevois, a psicanalista Maria Rita Kehl, o filósofo Renato Janine Ribeiro, os historiadores Luiz Felipe de Alencastro e Maria Aparecida de Aquino, o sociólogo Paulo Sérgio Pinheiro e os atores Sérgio Mamberti e Wagner Moura.

“Buscando reduzir o Estado a qualquer custo, o governo corta gastos e investimentos públicos, esvazia o BNDES, esquarteja a Petrobrás, desnacionaliza serviços públicos, oferece grandes obras públicas apenas a empresas estrangeiras, abandona a política de conteúdo nacional, enfraquece a indústria nacional e os programas de defesa do país, e liberaliza a venda de terras a estrangeiros, inclusive em áreas sensíveis ao interesse nacional”, diz o manifesto.

“O governo antinacional e antipopular conta com o fim da recessão para se declarar vitorioso. A recuperação econômica virá em algum momento, mas não significará a retomada do desenvolvimento, com ascensão das famílias e avanço das empresas. Ao contrário, o desmonte do país só levará à dependência colonial e ao empobrecimento dos cidadãos, minando qualquer projeto de desenvolvimento.”