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Paulo Sérgio Pinheiro: ministro da Justiça é responsável por massacre e deveria renunciar

Ex-ministro dos Direitos Humanos afirma que, em um governo democraticamente eleito, Alexandre de Moraes já deveria ter apresentado carta de renúncia
por Redação RBA publicado 06/01/2017 09h50, última modificação 06/01/2017 11h52
Ex-ministro dos Direitos Humanos afirma que, em um governo democraticamente eleito, Alexandre de Moraes já deveria ter apresentado carta de renúncia
Nocaute/Via TVT
Paulo Sérgio

Pinheiro: se tivéssemos governo democraticamente eleito, o ministro já deveria ter apresentado sua renúncia

São Paulo – Para o diplomata e ex-ministro dos Direitos Humanos (governo Fernando Henrique Cardoso) Paulo Sérgio Pinheiro, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, é responsável pelo massacre ocorrido no Complexo Prisional Anísio Jobim (Compaj) em Manaus (AM) no último dia 1º, que resultou na morte de 56 presos, em suposta disputa entre facções. "Caso tivéssemos um governo de democraticamente eleito, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, já deveria ter apresentado a sua renúncia, porque é ele o maior responsável pela chacina na penitenciária de Manaus", afirma Paulo Sérgio Pinheiro, em vídeo publicado no blog Nocaute, do jornalista e escritor Fernando Morais.

O diplomata afirma também que o ministro Alexandre de Moraes não teria repassado verbas suficientes para a manutenção dos presídios e que, portanto, o massacre de Manaus trata-se de uma "crônica de uma morte anunciada". A responsabilidade pelo ocorrido é compartilhada também com o governador de Amazonas, José Melo (Pros), diz Paulo Sérgio Pinheiro.

Ele lembra ainda que o Brasil tem a terceira maior população carcerária do mundo, com mais de 600 mil detentos, sendo mais de um terço deles presos em situação provisória ainda sem julgamento e penas definidas.

"Sai governo, entra governo, a situação continua de total desprezo. Por quê? Porque a maioria desses presos faz parte da maioria da população pobre e miserável, e as elites calhordas brasileiras não têm nenhum momento para levar em conta o enorme sofrimento das famílias desses presos", questiona.