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Movimentos sociais buscam recursos para ampliar a luta pela democracia

Entidades querem incidir na construção de políticas para retomada do crescimento e para a realização de eleições diretas, além de fortalecer blogs e veículos alternativos de comunicação
por Redação da RBA publicado 19/12/2016 18h52
Entidades querem incidir na construção de políticas para retomada do crescimento e para a realização de eleições diretas, além de fortalecer blogs e veículos alternativos de comunicação
Um Brasil justo, pra Todos e pra Lula/ Reprodução
manifestação

"Não toleramos a criminalização dos movimentos sociais e desmandos do Judiciário", dizem organizadores

São Paulo – Movimentos sociais como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento dos Trabalhares Sem Teto (MTST) e União Nacional dos Estudantes (UNE) lançaram uma campanha online de arrecadação de verba para financiar ações contrárias às reformas propostas pelo governo Michel Temer. Os movimentos querem incidir na construção de políticas que assegurem a retomada do crescimento econômico e a realização de eleições diretas, além de fortalecer blogs e veículos alternativos de comunicação.

A meta da campanha é arrecadar R$ 500 mil até o próximo dia 24. Desse montante 20% será usado para mobilização e eventos; 40% para comunicação, direcionado para site, redes sociais, rádio e TV web; 5% para ações de divulgação, como criação, produção e distribuição de materiais; 5% para ações internacionais, 10% para administração do projeto e 20% com os custos do crowdfunding e as recompensas doadas a todos os que colaborarem. Até às 18h20 de hoje, 27% da meta havia sido alcançada a partir da doação de 1.190 pessoas.

“Não toleramos a criminalização dos movimentos sociais, os excessos e desmandos de setores do Judiciário, a institucionalização dos vazamentos para a imprensa de depoimentos que deveriam ser sigilosos, as prisões preventivas que se transformam em permanentes, as ações violentas das PMs (polícias militares) contras as manifestações e os jovens nas periferias, e tantos outros que atemorizam quem não perde seu apreço pela democracia”, diz o texto de apresentação da campanha, que tem como mote “Um Brasil Justo, para Todos e para Lula”, em menção às ações judiciais e midiáticas contra o ex-presidente, consideradas pelos movimentos como um tipo de perseguição.

“Por que querem destruir Lula, aquele que foi o melhor presidente do Brasil? Lula governou duas vezes e foi aprovado por 85% dos brasileiros. Tirou milhões da fome e da miséria garantiu ao povo três refeições por dia, poder para comprar carro e casa própria e ainda viajar de avião. Milhões de jovens de famílias humildes puderam estudar de graça. Fez o Luz para Todos, o Bolsa Família, o Minha Casa Minha Vida. Financiou a agricultura familiar, fez salário mínimo valer mais, trouxe o desemprego a quase zero”, diz o ator Sérgio Mamberti no vídeo institucional que apresenta a campanha. “Porque perseguem Lula? Pelo preconceito de ver um homem sem diploma universitário fazer mais que um representante das elites.”

Integram a campanha o presidente do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, Altamiro Borges, a presidenta da UNE, Carina Vitral, o ex-coordenador da Equipe de Discursos da Presidência da República, Carlos Tibúrcio, a ex-ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, o escritor Fernando Morais, o coordenador nacional do MTST, Guilherme Boulos, o coordenador nacional do MST, João Pedro Stédile, e o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas.

A primeira ação da campanha foi realizada em 10 de novembro, em São Paulo, com a divulgação de um manifesto em defesa da democracia, já assinado por mais de 17 mil pessoas, entre elas o intelectual Antonio Candido, a diretora de cinema Anna Muylaert, o compositor Chico Buarque de Hollanda, a cantora Beth Carvalho, o economista e ex-ministro da Fazenda Luiz Carlos Bresser-Pereira, o fotógrafo Sebastião Salgado, a psicanalista Maria Rita Kehl e o jurista Dalmo Dallari.

“Esta campanha visa chegar a cada brasileiro levando a interpretação correta do que está acontecendo no Brasil pós-golpe. Sabemos que a perseguição ao Lula e aos movimentos socais é uma perseguição ao nosso projeto, aos pobres, aos direitos sociais. Para que possa chegar a cada brasileiros e brasileira através de atos públicos e materiais que facilitem a interpretação dos fatos precisamos da sua ajuda. Ajude e levar essa mensagem de democracia e justiça a todo território nacional”, diz o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República do Brasil, Gilberto Carvalho.

Quem quiser participar pode doar qualquer quantia aqui. Apenas pessoas físicas podem contribuir.