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Metalúrgicos lançam coletivo para combater racismo nos locais de trabalho

FEM/CUT/REPRODUÇÃO No ramo metalúrgico, o homem negro ganha em média 32% menos do que o homem branco São Paulo – No ramo metalúrgico, o homem negro ganha em média 32% […]

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No ramo metalúrgico, o homem negro ganha em média 32% menos do que o homem branco

São Paulo – No ramo metalúrgico, o homem negro ganha em média 32% menos do que o homem branco. E a mulher negra ganha em média metade do que recebe um homem branco no mesmo cargo. Para combater essa desigualdade no mercado de trabalho, a Federação dos Sindicatos de Metalúrgicos (FEM-CUT/SP) lançou ontem (24) o coletivo estadual de Igualdade Racial, em São Bernardo do Campo, na região do ABC paulista.

“Na nossa sociedade a maioria é negra e você não vê um negro na gerência ou sentado em uma cadeira patronal. Você não vê um negro dentro das faculdades à altura do percentual que ele está presente na sociedade civil. Você só vê o negro no serviço precário, terceirizado, na cozinha. O coletivo é para mostrar à sociedade que o espaço do negro tem que ser de igual para igual com o branco”, afirma Angelito Carlos de Almeida, dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em entrevista à TVT.

O coletivo foi construído a partir de encontros que debateram a questão racial na sociedade e no local de trabalho e também do “Curso de Formação Sindical: Combate ao Racismo para a Construção da Igualdade Racial” oferecido pela Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM-CUT).

O coletivo será formado por um representante de cada sindicato filiado à FEM-CUT/SP e tem como objetivo principal a criação de uma política de Promoção da Igualdade Racial que influencie no estado, nas negociações coletivas e nas ações sindicais.

“Esse coletivo é uma ação da FEM junto aos sindicatos, envolvendo as direções para que a gente consiga também, além de promover política para a questão de gênero, conseguir também levar a discussão sobre discriminação racial, que infelizmente ainda vivemos”, diz Luiz Carlos da Silva Dias, o Luizão, presidente da FEM-CUT.

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