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Crianças sem-terra da Bahia lamentam invasão da polícia em escola nacional

mst/bahia Encontro dos sem -terrinha teve como tema central a solidariedade às crianças da Síria São Paulo – Aproximadamente 350 crianças, filhos de assentados e acampados do Movimento dos Trabalhadores […]

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Encontro dos sem -terrinha teve como tema central a solidariedade às crianças da Síria

São Paulo – Aproximadamente 350 crianças, filhos de assentados e acampados do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) pararam as atividades das quais participavam ontem (4), na Escola Municipal Estrela do Chê, localizada no Assentamento Paulo Kageyama, no município de Eunápolis, para acompanhar as notícias sobre a invasão feita pela Polícia Civil de São Paulo, pela manhã à Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF), em Guararema, em São Paulo.

Lorena Costa, de 12 anos, que, com outras crianças fez cartazes contra criminalização das lutas populares, lamentou o episódio: “Nós, sem-terrinhas da Bahia repudiamos o ataque da polícia de São Paulo à Escola Nacional. Nossa luta é por uma vida digna, onde meus irmãos, meus pais e as criancinhas possam viver em paz”.

Por meio de suas brincadeiras de roda e gritos de ordem, os sem-terrinhas simbolizaram a luta pela terra. O encontro infantil teve como tema central o “Internacionalismo e Solidariedade às crianças da Síria”, com ênfase para a valorização da infância sem-terra e a solidariedade entre os povos.

Jazian Mota, da direção estadual do MST, disse que as atividades possibilitam a construção de diversos espaços lúdicos e de formação, permitindo que as crianças possam, nos primeiros anos de vida, desenvolver o exercício da solidariedade e da sensibilidade política. “Devemos denunciar a violência e não abaixar a cabeça diante de tanta truculência. A falta de limites do capital está criminalizando e perseguindo nossas lutas e causando o sofrimento e a morte de milhares de crianças em todo mundo, em especial na Síria”, afirmou.

Com informações do MST-Bahia