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Festa em São Paulo denuncia desmonte da EBC e defende a comunicação pública

Ato 'Vai ter Festa, Vai ter EBC', nesta terça, no Edifício Martinelli, reunirá defensores da comunicação pública contra recentes ataques promovidos pelo governo interino de Michel Temer
por Redação RBA publicado 22/08/2016 19h53
Ato 'Vai ter Festa, Vai ter EBC', nesta terça, no Edifício Martinelli, reunirá defensores da comunicação pública contra recentes ataques promovidos pelo governo interino de Michel Temer
Samuel Tosta/APN
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Temer tentou exonerar o presidente da EBC, Ricardo Melo, em ação rechaçada pelo STF

São Paulo – A Frente em Defesa da EBC e da Comunicação Pública vai realizar amanhã (23), às 19h, uma festa no café do Sindicato dos Bancários de São Paulo, no prédio Martinelli, região central da capital. “A comunicação pública é um instrumento de quebra do monopólio da informação e da chamada verdade única da grande mídia. Ela foi uma conquista do povo brasileiro e nós precisamos preservá-la e fazer avançar com a possibilidade de contribuição que tem para o povo brasileiro. Por isso, chamo todos para nos encontrarmos no Martinelli”, defendeu a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ).

Ao chamar para o evento Vai ter Festa, Vai ter EBC, a parlamentar argumenta que a Empresa Brasil de Comunicação, criada em 2007, corre riscos e precisa de apoio. “Ela foi duramente agredida pelo governo golpista de Michel Temer (PMDB), que não só tentou tirar de lá um presidente com mandato, mas tem feito demissões de pessoas sérias que se posicionam pela democracia, além de literalmente tentar desmontar a programação da TV e rádio”, disse em referência à exoneração do diretor-presidente da empresa, Ricardo Melo, em maio.

No Supremo Tribunal Federal (STF), Melo conseguiu decisão favorável no dia 2 de junho, visto que seu cargo é assegurado em lei por mandato de quatro anos, independente de quem ocupe o Executivo. Para os defensores da comunicação pública, os atos de Temer caminham para o desmonte da empresa.

“Defendo a EBC para garantir que os setores silenciados pela mídia privada tenham voz”, afirmou a cantora e deputada estadual paulista Leci Brandão (PCdoB). “Negros, juventude da periferia, mulheres e a comunidade LGBT, por exemplo. Estes segmentos são sempre perseguidos e excluídos. A comunicação pública ajuda a garantir os direitos destas pessoas”, completa.

Integrante da comunidade quilombola do Cumbe, no litoral do Ceará, João do Cumbe, concorda: “A EBC vem realizando um trabalho muito importante para nós das comunidades tradicionais. É o único veículo de comunicação pública que mostra a realidade dos nossos conflitos. Para nós, é de suma importância ter algo neste sentido, com neutralidade”.

Weibe Tapeba, liderança indígena do Ceará, também gravou um vídeo afirmando estar “muito preocupados com a forma com que os meios de comunicação estão atuando no Brasil, criminalizando os movimentos sociais e, na política, praticando devassas com criminalizações seletivas. Enquanto isso, a TV pública tem ficado desvalorizadas por conta desta pressão política que tenta extinguir a EBC. Queria me manifestar favorável à manutenção, fortalecimento e expansão da empresa pública de comunicação”.

Os apresentadores do programa Estação Plural, da TV Brasil, Fefito, Ellen Oléria e Mel Gonçalves lembram que a festa também será um ato político. “Terça-feira vai ter festa e vai ter ato. Não percam a festa em defesa da comunicação pública, para construirmos uma TV melhor, mais plural, diversa, justa e inclusiva”, afirmaram. O programa é o primeiro voltado à população LGBT na TV aberta brasileira.

O Café dos Bancários fica no Edifício Martinelli, na Rua São Bento, 413, centro, São Paulo – no andar térreo do Sindicato dos Bancários de São Paulo. O evento será realizado das 19h às 23h.

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