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Memória

Margarida Alves, assassinada em 1983, agora é anistiada política

Pedido de reparação à líder sindical e trabalhadora rural foi aprovado ontem
Publicado por Redação RBA
14:49
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Fundação Margarida Maria Alves
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Assassinada diante de sua casa, em agosto de 1983, sindicalista inspirou a Marcha das Margaridas

São Paulo – Com um tiro de escopeta no rosto, Margarida Maria Alves foi assassinada diante de sua casa, em Alagoa Grande (PB), no final da tarde de 12 de agosto de 1983. Seu nome e sua história inspiraram a Marcha das Margaridas, que foi criada em 2000. Ontem (6), a Comissão de Anistia, do Ministério da Justiça, aprovou pedido de reparação em nome da trabalhadora rural e sindicalista, que se tornou anistiada política post-mortem.

Três meses antes de morrer na frente do marido e do filho, em um discurso de comemoração pelo 1° de Maio (Dia do Trabalhador), ela disse que ‘é melhor morrer na luta do que morrer de fome’, frase que inspira até hoje a Marcha das Margaridas”, publicou em rede social, o secretário-executivo do Instituto de Políticas Públicas em Direitos Humanos do Mercosul, Paulo Abrão. “Com isso, prestamos esta homenagem a Margarida.”

Primeira mulher a presidir o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande, Margarida ficou conhecida pela busca de reconhecimento dos direitos do homem do campo e pela denúncia de abusos por parte dos fazendeiros da região. No mesmo discurso de 1º de Maio, ela já havia alertado que recebia ameaças de morte.