Redução de desigualdade

Com lei de cotas, sobe de dois para 19 número de procuradores negros na cidade de SP

Atualmente, 25% do quadro de servidores da prefeitura é formado por negros. São pelo menos mil professores, 27 assistentes sociais, 24 auditores fiscais e cinco analistas

Fábio Arantes/SECOM
Pestana

“Temos de estar nos laboratórios de ciência, nas grandes corporações, e no setor público”, diz Pestana

São Paulo – Após quase três anos de aprovação da lei de cotas para o funcionalismo público municipal de São Paulo, o número de procuradores negros na cidade saltou de dois para 19, evolução considerada “substancial” pela Secretaria Municipal de Promoção da Igualdade Racial. A lei determina que 20% das vagas de todos os cargos do serviço público (estagiários, concursados e comissionados livres) sejam destinados a pessoas negras.

Do último concurso, realizado em 2014 – o primeiro para o cargo a se enquadrar na lei de cotas – foram chamados 71 procuradores, 17 deles negros. O concurso anterior para o cargo havia sido realizado em 2008.

O cargo de procurador é considerado um dos mais estratégicos da prefeitura. Os profissionais estão em diversos órgãos da administração municipal, como as próprias secretarias, e respondem à Procuradoria-Geral do município.

“É dever do poder público trabalhar e dar exemplos de como construir uma sociedade mais justa e igualitária, e a presença negra deveria ir muito além do futebol e do samba, onde somos sempre lembrados e protagonistas”, disse o secretário de Promoção da Igualdade Racial, Maurício Pestana.

De acordo com a secretaria, atualmente, 25% do quadro de servidores é formado por pessoas negras. São pelo menos mil professores, 27 assistentes sociais, 24 auditores fiscais e cinco analistas.

“Temos também de estar nos laboratórios de ciência, nas universidades, nas grandes corporações, nos meios de comunicação e também no setor público, contribuindo para a diversidade, representatividade da população negra e um desenvolvimento socioeconômico e cultural mais equitativo na capital paulista. E nesse propósito, as ações afirmativas, como as cotas, se tornam um recurso importante de avanço social”, afirmou Pestana.