Conquista

Antigos ocupantes se tornam donos de imóveis em São Paulo

Inaugurado no domingo (12), Conjunto Habitacional Conselheiro Crispiniano tornou-se o lar de 72 famílias, que antes ocupavam o edifício

Reprodução/TVT
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Prestação do imóvel de 13 andares equivale a 5% do salário de quem assina o contrato por dez anos

São Paulo – Depois de quatro anos de luta e ocupação, 72 famílias são os novas moradoras do Conjunto Habitacional Conselheiro Crispiniano (antigo prédio do INSS) que estava abandonado no centro da cidade São Paulo. A moradia foi inaugurada no último domingo (12).

O edifício estava abandonado há anos e foi comprado em 2013 pelo governo federal, depois de quatro anos ocupado pelas famílias que agora vivem no Conjunto. Em entrevista à repórter Vanessa Nakasato da TVT, Vera Padilha, que mudou-se há apenas três dias para o apartamento de quatro cômodos, diz que lutou 16 anos em movimentos de moradia para conquistar a casa própria.

“Foi muita emoção tanto da minha parte, como dos outros 72 moradores daqui, porque a gente luta, ocupa, acredita que você vai morar ali”, conta.

O prédio de 13 andares tem e apartamentos com áreas entre 30 e 52 metros quadrados. Ele foi reformado com recursos da União, do governo estadual e da prefeitura de São Paulo. O empreendimento foi viabilizado pelo Programa Minha Casa, Minha Vida. As famílias beneficiadas têm renda de até 1.600 reais. A prestação do imóvel equivale a 5% do salário de quem assina o contrato por dez anos. Dona vera, por exemplo, vai pagar 35 reais até 2026.

“Essas famílias estão morando em condição excepcional, com ótima mobilidade, mesmo que a pessoa não trabalhe no Centro”, afirma o secretário municipal de Habitação de São Paulo, José Sette Whitaker. O secretário ressalta que há mais de mil prédios ociosos na capital e que a reforma desses imóveis para moradia popular, principalmente no centro da cidade, traz desenvolvimento e economia à prefeitura.

Mesmo com seu sonho conquistado, Dona Vera diz que continuará ajudando seus companheiros de luta por moradia. “Vou continuar na luta, não vou parar enquanto tiver força e saúde, eu não vou parar essa luta, porque eu penso ainda nas pessoas que estão ali por esse objetivo.”

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