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Movimentos sociais e sindicatos vão às ruas em em defesa da democracia

Ações ocorrem em 11 estados, denunciando o que consideram um golpe contra a democracia brasileira, cujo objetivo é cassar direitos dos trabalhadores e reduzir programas sociais
Publicado por Redação RBA
09:17
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Frente Brasil Popular
golpe

Em todo o país, os manifestantes bloqueiam vias e afirmam que não vão permitir um golpe contra Dilma

São Paulo – Manifestações e travamentos de rodovias e avenidas organizados pela Frente Brasil Popular, em protesto contra a proposta de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, são realizados em 11 estados na manhã de hoje (10). São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Mato Grosso, Piauí, Paraíba, Natal, Rio Grande do Sul, Bahia, Espírito Santo e Pernambuco amanheceram com movimentos sociais e sindicatos nas ruas, denunciando o que consideram um golpe contra a democracia brasileira, cujo objetivo seria a cassação de direitos dos trabalhadores e de programas sociais.

Para Raimundo Bonfim, coordenador da Central de Movimentos Populares (CMP), a argumentação usada para o processo de destituição de Dilma é uma violência contra a democracia. “Eles podem dizer que é uma violência fechar uma avenida como a 23 de Maio e outros pontos na cidade de São Paulo. Mas não é uma violência em comparação com o que eles estão fazendo com a Constituição brasileira. Está tendo um processo de impeachment que não tem embasamento jurídico, essa é a maior violência”, ressaltou em entrevista à Agência Brasil.

Os movimentos que compõem a frente temem que um eventual governo do vice-presidente, Michel Temer, ataque os direitos trabalhistas e os programas sociais. “Um eventual governo Temer já sinalizou que será um governo de ataque às conquistas dos trabalhadores, no sentido das leis trabalhistas e previdenciária, dos programas sociais e da própria soberania do nosso país”, disse Bonfim.

Na capital paulista foram bloqueadas a Marginal Pinheiros, na altura da ponte João Dias, no sentido Castello Branco; a Marginal Tietê, na altura da ponte Aricanduva, no sentido Castello Branco; a Avenida 23 de Maio, na altura do Terminal do Bandeira, e o acesso ao Aeroporto de Guarulhos, na Rodovia Hélio Schmidt. Os manifestantes incendiaram pneus e pedaços de madeira para bloquear as vias. A avenida Luís Carlos Berrini, próximo à sede da Rede Globo, também foi bloqueada.

No Rio Grande do Sul, os dois sentidos das rodovias BR-116 e BR-290, que dão acesso à capital, Porto Alegre foram fechados. No Rio de Janeiro, às 6h, os manifestantes atearam fogo em pneus bloqueando os dois sentidos da rodovia Rio-Santos (BR 101), na altura do km 394, em Itaguaí. A Refinaria Duque de Caxias (RJ) também foi paralisada.

Em João Pessoa, cerca de 200 manifestantes travaram a garagem da empresa de ônibus Transnacional, na BR-230. Nesta ação, além de mobilização contra o impeachment, o grupo protesta contra a dupla função aplicada aos motoristas, que também trabalham como cobradores. No interior do Piauí, as cidades de Picos e Amarante também registram mobilizações.

No Espírito Santo, um grupo bloqueia a saída de Vila Velha em direção a Vitória. Já na capital, manifestantes protestam diante do Palácio Anchieta. Apesar de forte chuva em Mato Grosso do Sul, um grupo de manifestantes bloqueia também a BR-267. Em Recife, a BR-101 Sul, que liga a capital à cidade de Jaboatão também está travada. Em Natal, os motoristas cruzaram os braços contra o impeachment e o risco de ataques aos direitos trabalhistas.

Os protestos na Bahia acontecem na capital, Salvador, nos bairros de Itacaranha, Praia Grande, Estrada do Derby, na Avenida Suburbana e na rotatória de Periperi. A entrada do campus Ondina da Universidade Federal da Bahia (UFBA) também está bloqueada. Há vários pontos de bloqueio na BR-324, altura do km 592, e na BR-101, altura do km 527.

A capital paranaense amanheceu com milhares de balões de gás espalhados nas praças da região central, com a frase “Fica querida”, em mobilização contra o impeachment.